Cuba: política dos EUA é 'provocar surtos sociais no país'


(Foto: Cuba/PR)

Após os protestos contra o governo no último domingo (12), o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, falou em rede nacional de rádio e televisão nesta segunda-feira, para afirmar que há uma nova tentativa de desestabilização do país e rechaçar a mídia e um conjunto de ações “para desacreditar o Governo e a Revolução”. De acordo com o presidente cubano, há “uma política de sufocamento econômico" por parte dos Estados Unidos "para provocar surtos sociais no país”. Ele assegurou que “exigimos que sejam respeitadas a soberania e a autodeterminação com que nós aceitamos construir o socialismo”.

Díaz-Canel afirmou que a verdadeira razão para existir escassez na ilha é o bloqueio econômico e financeiro imposto pelo governo estadunidense, atacando inclusive a compra de combustíveis e componentes necessários ao sistema eletroenergético do país.

“Quem organiza essas manobras está empurrando as pessoas de modo hipócrita e desonesto justamente contra um governo que está cuidando delas”, afirmou.

Segundo Díaz-Canel, a mobilização contrarrevolucionária recebe suporte de agências norte-americanas para realizarem movimentos dentro do país.

(Em entrevista especial @DiazCanelB Ratificou que #Cuba exige que se respeite a soberania e a autodeterminação com que nós, cubanos, decidimos construir o socialismo.)


O presidente denunciou ainda que se tentou fazer valer, através da imprensa, a ideia de que o povo foi convocado para enfrentar o povo, quando segundo ele “o povo foi chamado a defender os seus direitos”. Em resposta às manifestações convocadas pelas redes sociais, centenas de cubanos saíram às ruas no domingo para expressar seu apoio à Revolução.

"Por que não veem as virtudes de um sistema que funciona para todos e tem resultados nas esferas da saúde, educação, seguridade social, tranquilidade cidadã? Infelizmente, incentivam manobras que terminam em vandalismo e que aproximam as fileiras, unem-nos mais", disse.

Pelo Twitter, o jornal Cubadebate apontou que alguns dos manifestantes contrários ao governo carregavam bandeiras dos Estados Unidos. "Um clássico dos protestos 'espontâneos' contra governos que não respondem aos interesses imperiais", disse o periódico.

"Não vamos admitir que nenhum mercenário e vendidos do império norte-americano vão causar desestabilização em nosso povo", acentuou Díaz-Canel.

O presidente lembrou que, apesar das sanções ilegais e das campanhas de difamação, Cuba se destaca no mundo por seu processo científico de combate ao novo coronavírus.

"Foram criadas cinco vacinas candidatas, já temos uma reconhecida e que é a primeira vacina na América Latina. Temos uma das maiores taxas de vacinação do mundo”, disse Díaz-Canel, acrescentando que, apesar do impacto das sanções para o combate à pandemia, o governo continuará com a campanha para erradicar a doença.


Com informações da Telesur e Página 12

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