Cuba reage a Trump: pronta para se defender 'até última gota de sangue'
- 11 de jan.
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O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, rechaçou firmemente a ameaça feita neste domingo (11) por Donald Trump de que a Ilha não terá mais o petróleo que recebia da Venezuela, e sugerindo que os cubanos "façam um acordo antes que seja tarde demais”.
“Cuba viveu muitos anos com uma grande quantidade de petróleo e dinheiro vindos da Venezuela. Em contrapartida, Cuba fornecia “serviços de segurança” para os dos últimos ditadores venezuelanos", escreveu o mandatário estadunidense em sua rede social, o Truth Social.
Trump disse ainda que a maioria dos cubanos que eram seguranças pessoais de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, foram mortos na operação que sequestrou o líder venezuelano no dia 3 de janeiro.
Diaz-Canel foi às redes sociais e reagiu aos posts do mandatário norte-americano:
“Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos dirá o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos e ela não ameaça, ela se prepara para defender a Pátria até a última gota de sangue”, afirmou o líder cubano.
“Aqueles que transformam tudo em negócio, até mesmo vidas humanas, não têm autoridade moral para apontar o dedo para Cuba de forma alguma", disse ainda Diaz-Canel.
Na mesma mensagem, o presidente cubano enfatizou que “aqueles que agora se manifestam histericamente contra nossa nação estão consumidos pela raiva da decisão soberana deste povo de escolher seu modelo político”. Ele também ressaltou que “aqueles que culpam a Revolução pela grave crise econômica que sofremos deveriam se envergonhar de permanecer em silêncio”, lembrando que tais dificuldades são consequência direta das “medidas draconianas de estrangulamento extremo que os EUA vêm aplicando contra nós há seis décadas”.
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, reiterou em sua conta no Twitter que "Cuba não recebe e nunca recebeu compensação monetária ou material por serviços de segurança prestados a qualquer país", contrastando essa posição com a política externa dos EUA.
Com informações da Telesur









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