Cuba rechaça declarações da UE sobre direitos humanos


(Reprodução)

O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, rechaçou nesta quinta-feira (29) as declarações do alto representante da União Europeia (UE) para a Política Exterior, Josep Borrell, da Espanha, que apelou às autoridades da ilha para que respeitassem os direitos humanos e as liberdades civis, após as manifestações públicas em 11 de julho. “Rejeito-o como mentiroso e manipulador, porque nem ousa mencionar nominalmente o bloqueio dos Estados Unidos a Cuba”, afirmou.

O chanceler cubano rebateu que Borrel "pode ​​lidar com as violações graves e sistemáticas dos direitos humanos que ocorrem nos países da União Europeia". E mencionou "a brutal repressão policial contra manifestações pacíficas, usando meios blindados e equipamentos antimotim contra manifestantes desarmados, que causou numerosos feridos a cidadãos europeus".

"Eu também poderia dizer algo sobre as coisas que aconteceram nos Estados Unidos, em particular o assalto ao Capitólio, sede do parlamento daquele país, por seguidores extremistas do ex-presidente Donald Trump, sobre o qual Borrel tem mantido muito silêncio."

Rodriguez disse ainda que Washington "mente, manipula, continua a política do presidente Donald Trump de forma injustificada e tem exercido e ainda exerce brutal pressão sobre países da América Latina, Caribe, Europa e até outras regiões para agregá-los nesta agressão contra Cuba".

Segundo Rodriguez, Washington fracassou na tentativa de conseguir uma declaração conjunta representativa da comunidade internacional diante dos 184 votos contra o bloqueio genocida, que “deixa os Estados Unidos totalmente isolados”.

"Ele fez isso sem sucesso. Não só a tentativa de desestabilizar Cuba foi um fracasso, em face da mobilização popular e do amplo consenso da maioria e da unidade de nosso povo, mas também foi um fracasso retumbante tentar criar uma mobilização de outros Estados contra nosso país", afirmou o ministro cubano.

"Rechaço veementemente a declaração do Alto Representante da UE, segundo a qual não ousa mencionar o bloqueio genocida dos Estados Unidos, que viola a soberania europeia e lhe impõe suas leis e tribunais. Sobre Cuba, mente e manipula. Poderia antes lidar com a repressão policial brutal na UE."


Por sua vez, o governo cubano reiterou que as pessoas detidas e submetidas a julgamento foram processadas por desordem pública, desacato às autoridades e por outros danos, segundo informações prestadas pela Procuradoria Geral da República.

Pessoas acusadas de cometer atos de vandalismo, como roubos e saqueamento de lojas, agressões contra autoridades e civis, entre outras acusadas de instigar crimes, também se encontram detidas.

Havana acusou Washington de instar os protestos em Cuba, como parte de um plano para promover e financiar a instabilidade, por meio de empresas de operadoras da internet no país, em colaboração com membros de grupos radicais de emigrantes cubanos residentes na cidade de Miami, no sul dos EUA.


Com informações da Prensa Latina

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