Cuba rejeita histeria de campanha dos EUA contra a Rússia


Prédio do Ministério das Relações Exteriores russo em Moscou (Foto: Maria Davakhina/Sputnik)

Chanceler cubano Bruno Rodríguez Parrilla anunciou a oposição de Cuba à expansão da OTAN (Organização do Tratado Atlântico Norte) para as fronteiras da Rússia e a rejeição à campanha de propaganda desencadeada pelos EUA contra Moscou em relação à Ucrânia.

Washington e seus aliados ocidentais encorajaram uma campanha de mídia anti-russa, acusando Moscou de preparar uma invasão iminente da Ucrânia. A Rússia rejeita essas alegações.

A Casa Branca chegou a divulgar datas prováveis ​​do possível ataque russo contra seu país vizinho e, como parte dessa campanha midiática, os EUA já têm uma agenda de futuras sanções contra a Rússia.

Desde o final de 2021, a expansão da OTAN para o leste, próximo às fronteiras com a Rússia, fez com que Moscou exigisse garantias de segurança dos EUA e seus parceiros.

A Rússia visa impedir a adesão da Ucrânia ao bloco militarista e suspender a instalação de bases militares nas ex-repúblicas soviéticas.

Putin: 'inaceitável'

Em recente entrevista coletiva à imprensa internacional, o presidente russo Vladimir Putin disse que "a futura expansão da OTAN em direção ao Leste é inaceitável".

"Será que dá para entender? Somos nós que colocamos mísseis junto das fronteiras dos EUA? Não, foram os EUA que vieram com seus mísseis para perto de nós. Os mísseis estão na porta da nossa casa. Seria pedir demais não colocar mais nenhum sistema de ataque bem próximo da nossa casa? Como os americanos reagiriam se colocássemos nossos mísseis na fronteira entre Canadá e os EUA? Ou na fronteira do México com os EUA? Será que o México e os EUA nunca tiveram disputas territoriais? De quem eram a Califórnia e o Texas? Já esqueceram? Tudo bem, já passou. Ninguém lembra disso hoje como se lembra da Criméia. É incrível. E nós tentamos não lembrar como a Ucrânia foi formada", disse Putin, respondendo a pergunta de uma jornalista americana sobre se ele acha que o Ocidente não entende a Rússia ou suas intenções.

'Kiev finge participar'

Em conversa com o líder francês, Emmanuel Macron, neste domingo (20), Vladimir Putin sublinhou que Kiev apenas finge estar participando de um processo de paz e ignora os Acordos de Minsk.

"Tendo em conta a gravidade da situação atual, os presidentes reconheceram a necessidade de intensificar a busca de meios diplomáticos através das chancelarias e conselheiros políticos dos líderes dos Estados participantes do formato da Normandia", diz um comunicado do serviço de imprensa do Kremlin.

Além disso, o Kremlin referiu que os contatos devem contribuir para a restauração do cessar-fogo e progresso na resolução do conflito em torno da região de Donbass. Putin disse ainda que a razão da escalada da situação deve-se às provocações por parte de militares da Ucrânia.

"Foi expressa uma séria preocupação relativamente à grande deterioração da situação na linha de contato em Donbass. O presidente da Rússia observou que a causa da escalada se deve às provocações por parte de militares ucranianos. Foi chamada a atenção ao atual 'enchimento' da Ucrânia com armas e munições modernas pelos países da OTAN, o que empurra Kiev para uma solução militar do chamado 'problema de Donbass'", continuou o Kremlin.

O presidente russo acrescentou que o resultado disso é o sofrimento de civis nas autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, o que forçou sua evacuação para a Rússia.

"Rejeitamos veementemente a histeria de propaganda e comunicação desencadeada pelo governo dos Estados Unidos contra a Rússia e nos opomos firmemente à expansão da OTAN às fronteiras desse país irmão."


Com informações da Sputnik


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