Cultura de Niterói é destaque na mídia independente

A política cultural de resistência à crise em Niterói, a cargo do secretário municipal das Culturas Leonardo Giordano, foi destaque nesta sexta-feira (29/1) na Revista Fórum. Em entrevista ao portal, Giordano falou do primeiro ano à frente da pasta, das estratégias traçadas pela secretaria para apoiar produtores culturais e artistas de todos os cantos da cidade, dos editais de cultura, dos mecanismos de financiamento inclusivo do município e da importância de garantir o direito à cultura como forma de fortalecer a cidadania — objetivo principal da Carta de Direitos Culturais da cidade, iniciativa inédita da gestão de Giordano.

O secretário das Culturas, Leonardo Giodano / Foto: Leo Zulluh / Prefeitura de Niterói

"Niterói é a primeira cidade do Brasil a implementar a Carta e uma das poucas no mundo a construir um instrumento vinculante dessa natureza. Por esse pioneirismo, ela se incorpora a um circuito internacional de boas práticas de gestão cultural, ao lado de cidades como Roma (Itália), Freiburg (Alemanha), San Luís Potosí, Mérida (México) e Barcelona (Espanha). O objetivo é a consolidação de um instrumento que garanta o pleno exercício dos direitos culturais pela população. A proposta é baseada no fato de que as autoridades públicas têm o dever de garantir a participação na cultura, consagrada na Declaração Universal dos Direitos Humanos e em outros tratados e convenções internacionais. É um pacto social para consolidar os direitos, promover, valorizar e estimular a democratização da cultura e a transparência na gestão. Com essa ação, recebemos o apoio da Unesco e do Programa IberCultura Viva, participamos de eventos com gestores da América Latina e até com a Universidade de Hebei, na China, como referência no tema direitos culturais", disse ele à Fórum.


Em relação aos investimentos do município, o secretário destacou o alcance dos editais e da importância desse aporte na geração de renda, especialmente durante a pandemia, quando todo o setor cultural foi duramente impactado.


"Entre auxílios emergenciais, editais e projetos, foram cerca de R$ 36 milhões investidos. Esses aportes alcançaram fazedores de cultura de ponta a ponta da cidade, em todo o território. A descentralização dos recursos foi uma grande conquista. Pela primeira vez, o município comprou produtos prontos dos artistas locais (quadros, esculturas, livros, etc), premiou ideias criativas, abrangeu nos editais de forma inédita setores como Carnaval, Capoeira e Circo, e, dessa forma, os resultados foram muito potentes. Fortalecemos ainda as empresas que atuam no setor, os Pontos de Cultura, organizações de base comunitária, artistas independentes, entre outros. Em um momento difícil, conseguimos fazer com que os recursos chegassem diretamente a cerca de 5.000 fazedores de cultura".


Giordano ressaltou, com orgulho, que Niterói não tem poupado esforços para apoiar a cultura, e que tem atuado com verba independente de mecanismos de financiamento estadual ou federal.


"Hoje, 90% dos investimentos em cultura na cidade vêm do Orçamento do próprio município, o que é raro no país", disse ele.


Quando indagado se essas ações de fomento à economia criativa local poderiam inspirar outras cidades, ele respondeu sem hesitar:


"A experiência de Niterói pode e deve ser aplicada em outros lugares”.


Confira a entrevista completa (clique aqui).


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