CUT defende auxílio emergencial de R$ 600


(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O governo ignora que o Brasil voltou a registrar números vergonhosos de miséria depois de ter saído do mapa da fome durante os governos de Lula e Dilma. Atualmente, quase 40 milhões de pessoas vivem na miséria no país, com renda per capita de até R$ 89 por mês. E outros 27 milhões de brasileiros passaram a viver, desde janeiro, com menos de R$ 8,20 por dia – R$ 246 por mês.

São estes os principais argumentos da campanha lançada na semana passada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e mais de 270 entidades de trabalhadores e da sociedade civil, para pressionar a Câmara a aprovar a volta do Auxílio Emergencial de R$ 600.

“É o presidente da Câmara dos Deputados quem escolhe os projetos que serão votados. Precisamos mostrar ao novo presidente [Arthur Lira (PP-AL] que queremos a volta do auxílio emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia”, diz um trecho do documento que embasa a campanha.

Nesta segunda-feira (8), pressionado pelo Congresso e os movimentos sociais, o presidente Jair Bolsonaro disse pela primeira vez que "acha" que haverá uma prorrogação do benefício. Bolsonaro disse que está sendo estudada "uma linha de corte", dando a entender que o benefício será menor que os R$ 300 (as três últimas parcelas pagas pelo governo em 2020) e menos pessoas serão atendidas. A proposta vai na linha do que sugeriu o ministro Paulo Guedes na semana passada, que apenas metade das pessoas atendidas em 2020 receba os novos repasses. Nos bastidores, integrantes da equipe econômica confirmam que há estudo para pagar mais três parcelas de R$ 200.

"As pessoas voltaram a pedir esmolas nos faróis, nas portas dos supermercados, farmácias e se acabar o benefício vão começar a entrar nos supermercados para comer e o caos pode se instalar no país e a gente não quer isso. É por isso que é fundamental a manutenção do auxílio emergencial", afirma Sérgio Nobre, presidente da CUT.

O auxílio emergencial foi a única fonte de renda para 36% dos quase 60 milhões de brasileiros que receberam o benefício, segundo o IBGE. Nobre prevê um caos social se o governo não mantiver o benefício.

“Vai ser um crime acabar com auxílio emergencial porque existe recurso e dá para arrecadar mais. É fundamental manter o auxílio emergencial até o fim do ano para evitar um caos nunca antes visto no país”, disse, ressaltando ainda que "é uma mentira essa história de que não tem dinheiro, de que o país vai quebrar, porque o benefício é investimento para combater a pandemia e melhorar a economia”. No fim de janeiro, Bolsonaro afirmou que a prorrogação do auxílio iria "quebrar o Brasil" e que o benefício "não é aposentadoria". A pressão cresceu nos últimos dias.

O dirigente da CUT afirma que se o governo quisesse - "e tem a pandemia para justificar" -, poderia criar um imposto pontual para quem ganha acima de R$ 50 mil, que é uma pequena parte da população brasileira, para manter os R$ 600 até o fim do ano.

“Agora tem que ter coragem para fazer isso e nós não podemos embarcar na história que não tem dinheiro. Tem sim, só que tem que ter coragem política para fazer os ricos contribuírem.”

A campanha pela manutenção do auxílio emergencial até o fim da pandemia inclui uma coleta de assinaturas, que serão encaminhadas junto com a petição ao Congresso.

Auxílio até o fim da pandemia

“Apesar da vacinação já ter começado no Brasil, pouco mais de 2 milhões de pessoas foram vacinadas até agora e as perspectivas mais otimistas indicam que só no final do ano teremos vacinado a maioria da população. E o auxílio conseguiu garantir não só a comida no prato de milhões de brasileiros, mas também milhões de vidas, permitindo que as pessoas ficassem seguras em casa”, diz um trecho da petição para colher assinaturas da população. O documento deverá ser entregue nesta quarta-feira (10) ao presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP).


Com informações do site da CUT

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