Cúpula BRICS do Rio reforça multilateralismo e reforma da ONU
- Da Redação

- 7 de jul. de 2025
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Definida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como a mais importante reunião desde a criação do bloco, a 17ª Cúpula BRICS, realizada no Rio de Janeiro, foi marcada pela reafirmação do multilateralismo pela defesa de uma reforma profunda da Organização das Nações Unidas, em especial do Conselho de Segurança da ONU, acusado por Lula, ao final do encontro, de ser o promotor das guerras atuais.
Para os países do BRICS, as atuais estruturas de governança global se mostram incapazes de mediar conflitos e só uma nova ordem global, baseada no multilateralismo, poderá inaugurar uma era de paz e diálogo no mundo. Tanto em seu discurso de abertura da Cúpula do Rio, quando chegou a citar a Reunião de Bandung, como um marco do multilateralismo dos anos 60, quanto na entrevista que concedeu após o encerramento do encontro, Lula enfatizou ser o BRICS o sucessor do movimento dos não alinhados.
Sobre as ameaças do presidente Donald Trump de taxar os países que apoiarem o BRICS, Lula qualificou o norte-americano como “irresponsável”.
“Não queremos imperadores. Somos países soberanos. Respeito é bom e a gente gosta de dar e receber”, disparou o presidente brasileiro, dizendo, ainda, que “cada país é dono do seu nariz”.
Timothy Rush, jornalista do Executive Intelligence Review, analisou a Cúpula do Rio para o TODA PALAVRA e opinou que a proposta econômica do BRICS poderia ser uma solução para as dificuldades enfrentadas hoje pelos Estados Unidos. Assista à matéria em vídeo, gravada ao final do encontro no palco da Reunião de Cúpula do Rio de Janeiro, o Museu de Arte Contemporânea (MAM), pelo editor executivo do TODA PALAVRA, Luiz Augusto Erthal, ao lado de Timothy Rush, com a análise dos dois jornalistas sobre os resultados do evento.
Veja também quais foram os principais pontos da Declaração da Reunião de Cúpula do Rio de Janeiro:










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