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Dados do censo ajudam a melhorar políticas indígenas, diz líder pataxó


(Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O líder indígena Kâhu Pataxó, do Movimento Unido dos Povos Indígenas da Bahia, afirmou, nesta segunda-feira (6), que as informações do Censo Indígena 2022 são fundamentais. "Inclusive, a gente da Bahia já vinha cobrando há muito tempo do próprio estado um levantamento como esse, independente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) à época”.


Em entrevista à Agência Brasil, Kâhu Pataxó lembrou que, em 2012, levantamento feito por uma secretaria estadual já trazia um pouco do retrato das comunidades do território baiano e apresentava alguns dados importantes. “Para a gente, os dados do IBGE são fundamentais, até porque toda política pública é pensada em cima de dados demográficos. Agora, a gente tem os dados para discutir com o governo da Bahia políticas públicas voltadas para a comunidade, com um retrato mais fiel de como está a realidade indígena hoje, na Bahia.”


De acordo com o Censo do IBGE, a Bahia e o Amazonas concentram 42,51% da população indígena do país. Residem no Amazonas 490.854 pessoas, o que corresponde a 28,98% da população indígena total, e 229.103 (13,53%) vivem na Bahia.


O líder pataxó reiterou que os novos dados divulgados pelo IBGE dão aos indígenas locais condições de reivindicar políticas públicas voltadas para essa parcela da população do estado, “exatamente porque é a segunda maior do país”.


De acordo com Kâhu Pataxó, as informações do Censo Indígena, divulgadas nesta segunda-feira pelo IBGE, levarão às comunidades da Bahia maiores avanços e melhor qualificação das políticas públicas a elas direcionadas.


Ministra Sonia Guajajara fala em 'pertencimento'

Sonia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, disse nesta segunda-feira que o crescimento da população indígena de 88,82% em 12 anos, de 896.917 em 2010, para 1.693.535 em 2022, se deve a diferentes fatores. A ministra participou do lançamento oficial do Censo 2022 Indígenas: Primeiros resultados em Belém, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


“O item do pertencimento favoreceu que povos indígenas que estão em contexto urbano também pudessem se apresentar como indígena", disse Sonia Guajajara


"Há também estimativas das lideranças indígenas de aumento considerável nas aldeias de crianças e jovens. Então, são vários fatores que precisam ser considerados para além das condições suficientes para que as equipes do IBGE pudessem chegar nas aldeias mais distantes”, completou.


Dos 1.693.535 de pessoas que se autodeclararam indígenas, 689,2 mil moravam em terras indígenas, segundo o Censo.


Para a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, que também participou do lançamento do Censo 2002 Indígenas, muitos dos indígenas eram invisíveis em censos anteriores porque o Estado não chegava até eles. “Como fazer política pública eficiente se você não sabe onde eles estão, o que pensam, o que estão precisando? Isso foi alcançado graças a parcerias de cinco ministérios”, afirmou.


Com a Agência Brasil

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