Datafolha: maioria condena antidemocracia e fakenews


Manifestação "Stop Bolsonaro", em Londres, neste domingo (Reprodução)

Manifestações como as que vêm ocorrendo em Brasília, embora a cada semana mais esvaziada, como se viu neste domingo (28), pedindo fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, são repudiadas pela grande maioria da população. A maioria dos brasileiros considera essas manifestações, assim como a disseminação de fakenews com ataques a membros desses poderes da Repúblca, uma ameaça à democracia, revela última pesquisa do Datafolha, feita em 23 e 24 de junho.

A pesquisa aponta que 81% dos entrevistados consideram uma ameaça à democracia espalhar fake news contra essas autoridades. As manifestações de rua contra os Poderes Judiciário e Legislativo são condenadas como antidemocráticas por 68% das pessoas - mesmo índice registrado para as que são contrárias aos pedidos de intervenção feitos em redes sociais.

O resultado da pesquisa revela também a dissenção que há entre o que pensa a grande maioria da população e o autoritarismo do presidente Jair Bolsonaro.

"Stop Bolsonaro"

Neste domingo (28), manifestantes fizeram um ato simbólico contra o presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, em frente ao Congresso Nacional. Protestos semelhantes foram realizados em várias cidades europeias.

Os manifestantes mantiveram distanciamento social e colocaram cruzes em frente ao prédio do Congresso para lembrar os mais de 57 mil mortos na pandemia do novo coronavírus no Brasil.

A manifestação faz parte de um movimento internacional nomeado de "Stop Bolsonaro" (Pare Bolsonaro) realizada em diversas cidades do mundo.

Manifestação em Viena, na Áustria, neste domingo (Reprodução)

O movimento liderado por partidos de oposição ao governo Bolsonaro também ocorreu virtualmente através de hashtags. Protestos foram registrados em países como Áustria, Alemanha e Reino Unido.

​Atos semelhantes têm acontecido aos domingos ao longo das últimas semanas nas capitais brasileiras. Os mais recentes têm ecoado protestos contra o racismo, deflagrados no mundo inteiro após o assassinato de George Floyd, nos Estados Unidos. Os protestos também denunciam o aumento de mortes por intervenção de agentes do Estado em estados brasileiros como São Paulo e Rio de Janeiro.

Pró-Bolsonaro

Manifestações favoráveis ao presidente brasileiro também têm sido realizadas nas capitais brasileiras, assim como neste domingo (28), em Brasília. Os manifestantes pró-Bolsonaro levaram faixas e cartazes pedindo intervenção militar.

Ato em Portugal

Portugal também aderiu ao movimento. A manifestação em Lisboa foi na famosa praça do Rossio, ponto emblemático da cidade, e contou com o apoio de deputados portugueses de partidos de centro-esquerda. Os manifestantes ocuparam o espaço respeitando as distâncias de segurança e usando máscaras.

"Existe hoje a necessidade de se dizer mundo afora o que se passa no Brasil. É um desgoverno com o Brasil. Não gritamos fora Bolsonaro apenas pelas mortes, mas porque é um governo nomeadamente fascista, racista, minimiza os efeitos da Covid-19 e também dá toda a guarida ao neoliberalismo. É um governo genocida", disse à Sputnik Brasil o economista Raphael Reis, membro do núcleo do Partido dos Trabalhadores (PT) em Lisboa, uma das entidades organizadoras do evento.


Com Sputnik Brasil

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