Defensora aposentada racista vai pagar R$ 15 mil em indenização


Foto: Reprodução

A Justiça do Rio realizou na quinta-feira (30/6) audiência pública com a defensora aposentada que chamou um entregador de "macaco". O caso aconteceu em um condomínio de luxo de Niterói, em maio deste ano.


Durante a audiência, Cláudia Alvarim Barrozo admitiu que cometeu injúria racial contra a vítima. Ela conseguiu fazer um acordo na 1ª Vara Criminal de Niterói e não vai responder criminalmente por injúria racial. No entanto, deverá pagar cerca de R$ 14,5 mil a dois trabalhadores e fazer uma retratação pública por escrito, em até 5 dias, a partir da confissão.


O trato também foi feito com o Ministério Público. A acusada não vai responder criminalmente por injúria racial se ela cumprir os requisitos estabelecidos. Apesar disso, a defesa dos entregadores disse que vai entrar com um processo na esfera cível por danos morais.


Relembre o caso


O caso aconteceu em um condomínio de luxo localizado em Itaipu, em maio. Dois entregadores usavam uma van, que estava estacionada em frente à garagem da defensora aposentada. Ela não teria permitido a parada do veículo, apesar de ter sido uma das clientes que receberam a entrega.


Após a negativa de um dos entregadores em tirar a van, porque não tinha carteira de motorista, Cláudia se irritou e tentou quebrar o vidro e o espelho retrovisor do carro e, por isso, um deles começou a filmar. Em meio à confusão, ela xingou o entregador de macaco.

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