Delegado para defesa: 'A única pessoa calada foi o Henry'


O delegado titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), Henrique Damasceno, responsável pelo inquérito do assassinato do menino Henry Borel, contestou o argumento da defesa de Monique Medeiros de que ela estaria sendo 'calada' devido à recusa da investigação de ouvir a nova versão da acusada. Para o delegado, que indiciou o casal por homicídio duplamente qualificado por tortura, "a única pessoa que foi calada nessa história toda foi o Henry".

Em entrevista à CNN Brasil, Damasceno destacou que ela inclusive pediu a babá que apagasse as mensagens de seu celular e negasse às autoridades que sabia de alguma coisa que envolveu a morte do filho.

“O argumento de calar Monique é absolutamente descabido. Temos que considerar que ela foi devidamente ouvida em sede policial, como testemunha, por horas. E terá pelo menos duas oportunidades para se manifestar em juízo. A única pessoa que foi calada nessa história toda foi o Henry. Ele foi calado, pediu ajuda e não foi ouvido. Ela, não. Teve a oportunidade de se manifestar”, afirmou o delegado.

"Chorando sei que tá vivo"

Damasceno decidiu abrir um outro inquérito para investigar o crime de falso testemunho que teria sido cometido pela babá Thayná de Oliveira Ferreira. A investigação teve acesso a novas mensagens do celular de Thayná, que, no dia 2 de fevereiro, quase um mês antes da morte de Henry, em 8 de março, conversa com o namorado sobre a criança e diz que preferia ouvir Henry chorando, do que não ouvir nada. "Chorando sei que tá vivo, pelo menos", escreveu.

Em outra mensagem, ela conta que Jairinho deu R$ 100 para ela ficar quieta.

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