Delegados da PF indignados com Bolsonaro por 5% de reajuste

Atualizado: 15 de abr.


(Foto: Marcos Corrêa/PR)

Para os delegados da Polícia Federal, o anúncio de reajuste linear de 5% a partir de julho para todo o funcionalismo público federal, incluindo os integrantes da corporação, feito pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) foi uma "quebra desleal do compromisso" assumido com a categoria. Através da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal, a classe manifestou "sua total indignação e repúdio à notícia de que o Governo Federal não cumprirá o compromisso firmado pelo presidente da República de promover a reestruturação das forças policiais da União".

Ainda segundo nota divulgada pela entidade dos delegados federais, a quebra "será sentida ainda mais depois das diversas perdas sofridas pelos policiais federais durante este governo, que sempre teve entre suas bandeiras a segurança pública".

Na visão da categoria, os 5% de reajuste não repõem as perdas inflacionárias dos últimos anos.

"A ADPF manifesta sua total indignação e repúdio à notícia de que o Governo Federal não cumprirá com o compromisso firmado pelo presidente da República de promover a reestruturação das forças policiais da União. [...] Se a informação se confirmar, haverá uma quebra desleal do compromisso que será sentida ainda mais depois das diversas perdas sofridas pelos policiais federais durante este governo, que sempre teve entre suas bandeiras a segurança pública", diz a nota enviada pela associação.

Antes de anunciar o reajuste de 5% para os servidores federais, Bolsonaro se reuniu na tarde de quarta-feira (13), no Palácio do Planalto, com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

A equipe econômica sugeriu que o dinheiro para compensar o reajuste aos servidores venha de cortes em emendas de parlamentares chamadas de bancada (RP2), destinadas a vários ministérios, cujo pagamento não é obrigatório e são mais fáceis politicamente de "enxugar" do que as vinculadas ao orçamento secreto (RP9), que vem sendo usado por Bolsonaro para garantir o apoio do Centrão (grupo de parlamentares do "toma lá da cá") no Congresso.

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