Delegações abandonam plenário da ONU durante discurso de Netanyahu

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi alvo de vaias massivas antes de iniciar seu discurso na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Assim como ocorreu em anos anteriores, centenas de diplomatas retiraram-se do plenário em solidariedade à Palestina e em rejeição ao genocídio e à limpeza étnica perpetrados pelos ocupantes israelenses na Faixa de Gaza. A delegação brasileira também se retirou.
Desde o início, a participação do líder sionista buscou instrumentalizar o fórum multilateral como plataforma de propaganda para sua campanha de reeleição, em um momento em que sua administração enfrenta duras críticas pelas agressões militares e pelo bloqueio criminoso à ajuda humanitária em Gaza, bem como pelas agressões contra os povos do Irã, Iêmen, Síria e Líbano, resultando na morte de milhares de pessoas.
Desde 7 de outubro de 2023 até o momento, o cerco militar israelense à Faixa de Gaza causou a morte de 73.922 palestinos — em sua maioria mulheres e crianças — e deixou 174.995 feridos. Israel destruiu 90% da infraestrutura da Faixa. Estima-se que a reconstrução de Gaza custará 70 bilhões de dólares.
No início de outubro de 2025, a resistência palestina e o Estado sionista acordaram um frágil cessar-fogo, que Israel tem violado constantemente. Dessa data até hoje, a ocupação matou 1.402 palestinos e feriu outros 4.881. Nesse mesmo período, foram recuperados os corpos de 834 palestinos assassinados.
Brasil
O governo brasileiro mantém uma posição crítica às ações militares de Israel em Gaza e as classifica como genocídio. Ao mesmo tempo, defende a criação de dois Estados como solução para o conflito.
Durante seu discurso na Assembleia Geral na terça-feira (22), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a acusar o governo israelense de genocídio em Gaza.
"Gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza", afirmou Lula.
O presidente também criticou "os assentamentos ilegais na Cisjordânia, que tornam cada vez menos viável a solução de dois Estados" e declarou que "ameaçar civilizações de extinção não trará estabilidade para o Oriente Médio".
Em relação ao conflito no Irã, o governo brasileiro condena o uso da força por ambos os lados e defende contenção e diálogo diplomático.
Com aTelesur e a RT Brasil











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