Demitido por uso de avião da FAB volta ao Planalto


José Vicente Santini agora é o número dois da Secretaria-Geral da Presidência (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

Um ano após o uso imoral de jato da Força Aérea Brasileira (FAB), advogado José Vicente Santini é nomeado para o cargo de número dois da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR) e pode voltar a trabalhar com Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que deve assumir a pasta ante a composição feita pelo governo Bolsonaro com o Centrão para ganhar eleição na Câmara e no Senado.

José Vicente Santini foi nomeado, nesta segunda-feira (8), secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República, conforme publicado no Diário Oficial da União. Em janeiro de 2020, ele foi exonerado do cargo de número dois (secretário-executivo) da Casa Civil após usar um jato da FAB para uma viagem à Índia.

Onyx Lorenzoni, atual ministro da Cidadania, está próximo de assumir a titularidade da pasta, segundo declarações recentes do presidente Jair Bolsonaro, que prepara uma reforma ministerial.

Onyx foi chefe de Santini à época da exoneração, quando era ministro da Casa Civil. De acordo com a Folha de S.Paulo, o retorno do auxiliar não foi uma decisão de Onyx, e sim do próprio Bolsonaro.

Ainda conforme o jornal, Santini é amigo da família Bolsonaro e chegou ao governo com apoio dos filhos do presidente.

A viagem com jato da FAB

No dia 25 de janeiro de 2020, Santini usou um jato da FAB com apenas três passageiros para voar a passeio da Suíça, onde participava do Fórum Econômico Mundial, para a Índia, onde Bolsonaro cumpria agenda oficial. À época, Bolsonaro condenou a atitude.

"Inadmissível o que aconteceu. Já está destituído da função de executivo do Onyx. Destituído por mim. Vou conversar com Onyx para decidir quais outras medidas podem ser tomadas contra ele. É inadmissível o que aconteceu, ponto final", afirmou Bolsonaro na ocasião.

A volta

O retorno de Santini ao Planalto ocorre no momento em que os parlamentares do Centrão aumentam consideravelmente sua cota de participação em cargos do alto escalão do governo. Como foi noticiado neste fim de semana, entre os cargos mais cobiçados pelo Centrão, que foi decisivo para a vitória de Bolsonaro no Congresso, estão os ocupados por militares, como os da Saúde e das Minas e Energia. Mas não apenas estes, chefiados hoje pelo general Eduardo Pazuello e pelo almirante Bento Albuquerque, respectivamente, como também o Ministério da Infraestrutura, de Tarcísio Gomes. Esses ministérios têm órgãos vinculados espalhados pelo País, chefiados também por militares. Outras pastas na mesa de apostas são Cidadania e Desenvolvimento Regional, ambos controlados por políticos de carreira.

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