Demitidos médicos que furaram fila da vacina em Manaus


As irmãs gêmeas postaram fotos nas redes sociais ao furarem a fila da vacina em Manaus (Reprodução)

A prefeitura de Manaus exonerou sete dos dez médicos citados em investigação do Ministério Público do Amazonas sobre "fura-filas" na vacinação em meio à crise sanitária que assola o estado. Entre os demitidos estão as gêmeas Isabelle e Gabrielle Kirk Maddy Lins, que foram nomeadas para cargos administrativos em Unidades Básicas de Saúde e receberam a primeira dose da vacina no dia 19 de janeiro - mesmo dia em que uma delas foi contratada pela administração municipal. A outra foi efetivada no cargo um dia antes, no dia 18. Elas são filhas dos donos de hospitais e universidades Nilton Lins, entre outros negócios, uma das famílias mais ricas da capital amazonense.

O caso ganhou repercussão após as médicas postarem a imunização nas redes sociais. Além de Isabelle e Gabrielle, outros oito médicos foram investigados, dentre eles, o filho do suplente de deputado estadual Wanderley Dallas, David Louis Dallas.

Quando o escândalo dos fura filas veio à tona, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante-AM), negou as irregularidades e ainda afirmou que se tratava de fakenews e chamou os médicos investigados de heróis. A secretária de saúde de Manaus, Shádia Fraxe, justificou a contratação do grupo, alegando a falta de recursos humanos.

O Tribunal de Justiça do Amazonas está analisando o pedido de prisão impetrado pelo Ministério Público do estado contra o prefeito e a secretária pelas irregularidades.

O MP aponta que os médicos foram contratados "falsamente como gerente de projetos" mas trabalhavam em unidades de saúde – a nomeação teve a participação da secretária Shádia Fraxe. Ainda segundo o MP, a nomeação para o cargo de gerente de projetos partiu do prefeito e que o grupo era formado por pessoas com "ligações políticas e econômico-financeiras de apoio político e eleitoral ao atual prefeito". Além disso, também de acordo com a denúncia, alguns dos médicos tinham feito o registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) em período de 10 a 35 dias antes da contratação.


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