Deputado Júnior Mano tinha 'papel central' em desvio de emendas, aponta PF
- 8 de jul. de 2025
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O deputado federal Júnior Mano (PSB-CE) foi alvo de busca e apreensão da Operação Underhand, deflagrada nesta terça-feira (8) pela Polícia Federal (PF) para aprofundar as investigações acerca de supostos desvios de recursos públicos destinados a pelo menos 50 municípios do Ceará por meio de emendas parlamentares.
De acordo com as investigações, o deputado desempenhava "papel central" em um suposto esquema de "manipulação de pleitos eleitorais", que seria coordenado pelo ex-prefeito eleito de Choró, Carlos Alberto Queiroz Pereira, conhecido como Bebeto do Choró (PSB), atualmente foragido.
A operação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), resultou no cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão em seis cidades: Fortaleza (CE), Brasília (DF), Nova Russas (CE), Eusébio (CE), Canindé (CE) e Baixio (CE).
Além das buscas, inclusive no gabinete do deputado em Brasília, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 54,6 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao caso. Segundo os investigadores, a medida tem como objetivo impedir a movimentação de recursos supostamente ilícitos e preservar ativos para eventual ressarcimento ao erário.
Em nota divulgada por sua assessoria, o deputado Júnior Mano afirmou não ter nenhuma relação com os fatos apurados.
“O parlamentar reafirma sua confiança nas instituições, em especial no Poder Judiciário e na Polícia Judiciária Federal, e reitera seu compromisso com a legalidade, a transparência e o exercício probo da função pública”, informou a assessoria de Mano, acrescentando que o deputado está convencido de que, ao fim da apuração, “a verdade dos fatos prevalecerá, com o completo esclarecimento das circunstâncias e o reconhecimento de sua correção de conduta”.
Também em nota, o líder do PSB na Câmara dos Deputados, Pedro Campos, afirmou esperar que todos os fatos sejam esclarecidos com a máximo brevidade possível e que o devido processo legal seja respeitado, garantindo aos investigados o direito à ampla defesa.
Segundo a PF, integrantes de suposta organização criminosa fraudavam processos licitatórios e contratos assinados por prefeituras de municípios cearenses a fim de desviar e se apropriar de dinheiro público.
“As condutas investigadas envolvem os crimes de organização criminosa, captação ilícita de sufrágio, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica com fim eleitoral”, destacou a corporação, em nota.
Além de Júnior Mano, mais cinco investigados são alvo da ação policial, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Como a investigação é sigilosa, os nomes dos outros envolvidos não foram divulgados.
Com informações da Agência Brasil









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