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Deputado pede ao TCU investigação nos gastos de Bolsonaro

Atualizado: 16 de jan. de 2023


Bolsonaro ao lado do ex-presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães (Foto: Isac Nóbrega/PR)

O deputado federal e secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Elias Vaz (PSB-GO), encaminhou ao Tribunal de Contas da União (TCU) um pedido para abrir uma investigação para apurar os gastos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com cartões corporativos da Presidência da República, entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021.


No último sábado (14), o parlamentar afirmou em sua conta no Twitter que "é preciso passar um pente fino" no que chamou de "farra com o dinheiro público".


Vaz apontou que foi constatado um grande volume de despesas sem explicações com o cartão corporativo, e deu como exemplo hospedagens no valor de R$ 700 mil. Ele também apontou gastos em supermercados e lanchonetes em cidades fora da rota oficial de férias de Bolsonaro.

Os gastos de Bolsonaro com o cartão corporativo entraram no centro do debate após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) revogar o sigilo de 100 anos imposto pelo governo anterior às despesas com o cartão corporativo.


Após a revogação, os dados foram publicados no site do governo do dia 6 de janeiro. Entre outras revelações, veio à tona que Bolsonaro gastou R$ 152 mil com o cartão corporativo em um restaurante em Boa Vista, Roraima, cuja marmita custa R$ 23.


De acordo com o portal G1, Bolsonaro gastou, em cada fim de semana em quatro anos de mandato, uma média de R$ 6.243 nos cartões corporativos, só com alimentação. Ao todo, nesses dias, foram R$ 1.304.888 em armazéns, supermercados e restaurantes. "Os números podem ser ainda maiores. Os registros vão apenas até o dia 19 de dezembro de 2022 (ou seja, não incluem os fins de semana do Natal e do réveillon) e incluem um único gasto no exterior – desconsiderando outros períodos em que Bolsonaro e equipe estiveram fora do país", observou o G1.


Entre os gastos com alimentação, o maior entre todos foi registrado na Padaria Santa Marta, em Copacabana, no Rio, em 26 de maio de 2019. Em valores atualizados, hoje, a compra custaria R$ 68,9 mil.


O gasto foi registrado no dia seguinte ao casamento do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ). "As notas não permitem saber o que foi comprado, mas Bolsonaro e família estavam na capital fluminense para a festa", diz o G1, acrescentando ainda que a padaria foi o "point" do ex-presidente para comer aos fins de semana. Em quatro anos, a empresa recebeu R$ 207,8 mil só em gastos no cartão corporativo.


O maior gasto do ex-presidente, aos sábados e domingos, foi com hospedagem. Em média, R$ 9,9 mil por cada sábado ou domingo.

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