Desaparecidos: perícia encontra sangue em lancha de suspeito


(Foto: Divulgação/Ministério da Defesa)

Uma perícia encontrou vestígios de sangue na lancha usada por Amarildo da Costa de Oliveira, o Pelado, de 41 anos, investigado por suposto envolvimento no desaparecimento na Amazônia do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, no último domingo (5). Embora ainda não saiba se o sangue é humano ou de animais, a Polícia Civil pediu a prisão temporária dele ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM).

"Resta saber, comprovar, com o laudo, se se trata de sangue humano ou de animal. Ainda não temos essa confirmação, mas a perita informou que o laudo sairá em tempo hábil", afirmou o delegado Alex Perez Timóteo, do município de Atalaia do Norte, conforme do G1.

Uma testemunha disse ter visto o suspeito carregar uma espingarda e fazer um cinto de munições e cartuchos pouco depois que o indigenista e o jornalista deixaram a comunidade São Rafael com destino à Atalaia do Norte.

De acordo com a testemunha, Pelado é um "homem muito perigoso", que vinha prometendo "acertar contas" com Bruno.

A testemunha disse ainda que não "restam dúvidas" de que Amarildo da Costa e outros homens fizeram "algo ruim" contra o barco do indigenista e do jornalista.

Amarildo está preso desde terça-feira (7), por ter sido encontrado com ele uma quantidade de droga e munição de uso restrito.

No dia em que Dom Phillips e Bruno desapareceram, ele foi visto por ribeirinhos passando no rio logo atrás da embarcação dos dois. A lancha usada por ele também foi apreendida.

Atualmente Phillips mora em Salvador. Ele é um dos correspondentes estrangeiros mais longevos do país e faz reportagens sobre o Brasil há mais de 15 anos.

A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e o Exército foram acionados para realizar buscas.

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