Descobridor do pré-sal afirma que a Petrobras acabou


(Agência Brasil)

Há 67 anos, em 3 de outubro, nascia a empresa que viria a ser a maior de todas, a maior empresa do Brasil e dos brasileiros, a Petrobras, criada pelo presidente Getúlio Vargas quando o abastecimento de derivados de petróleo no país era feito por somente por empresas estrangeiras. Instalou-se um grande projeto nacional, construindo refinarias, oleodutos e outras unidades de produção e distribuição. O petróleo foi descoberto e a Petrobras desenvolveu tecnologia própria para retirá-lo nas águas profundas até descobrir o pré-sal. Nesta segunda-feira (5), o geólogo Guilherme Estrella, ex-diretor de exploração e produção da Petrobrás e considerado o "pai do pré-sal", durante um debate promovido por "Tutameia" sobre "Petrobras e soberania nacional", vaticinou: "A Petrobras acabou".

Estrella alertou para os prejuízos causados ao País com a venda de ativos da empresa pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, que está entregando a Petrobras em "fatias", não para o capital produtivo, mas para o capital financeiro.

"O que estamos sofrendo é uma privatização ligada à faceta que hoje domina o capitalismo, que é o financeiro", disse o ex-diretor da Petrobras durante o debate, ao lado do cientista político e economista William Nozaki.

E prosseguiu: "A Petrobrás acabou. O nome da Petrobras hoje é Petrobrax. A nossa Petrobras acabou. Está de costas para o Brasil. Não tem mais interesse no Brasil, a não ser tirar muito dinheiro, tirar recursos daqui e exportar recursos. Nós estamos com a Petrobrax, que é a Petrobras que estava lá no governo FHC".

Estrella afirma que a abertura do capital da Petrobras na Bolsa de Valores de Nova Iorque foi um ato criminoso protagonizado pelo governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e que o governo brasileiro desde o golpe contra a presidente Dilma Rousseff é ligado ao capital financeiro.

"Hoje em torno de 60 a 70% dos acionistas são estrangeiros. Isso significa que até 70% dos lucros é dirigido a esses grupos, que são financeiros. Esse governo que está aí e desde o golpe de 2016 é ligado a esses capitalistas", acentuou.

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