Desgastado, Decotelli tem posse adiada no Ministério da Educação


Marcada para ocorrer nesta segunda-feira (29), a posse do novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, foi adiada após a confirmação de que ele fraudou seu currículo acadêmico com títulos inexistentes de doutorado e pós-doutorado. A avaliação é de que o desgaste que ele sofreu com os desmentidos feitos pelas universidades Nacional de Rosário, da Argentina, e Wüppertal, da Alemanha, além de acusações de plágio na dissertação de mestrado, o enfraquece para o cargo, e a demissão não está descartada. Decotelli foi nomeado há quatro dias como sucessor de Abraham Weintraub.

O Planalto não informou qual o motivo do adiamento da posse, o que reforça a hipótese de demissão. As fraudes curriculares teriam gerado inclusive um mal estar entre os militares que apoiaram a sua indicação ao MEC.

"Sou ministro"

Após se reunir com o presidente Jair Bolsonaro, na tarde desta segunda-feira, Decotelli afirmou que continua no cargo. Em entrevista, ele se defendeu das acusações de informações falsas e de plágio em seu currículo. Sobre os títulos inexistentes, ele não deu muitas explicações: foi "detalhe operacional" em relação à legislação argentina. Quanto à acusação de plágio na dissertação de mestrado na Fundação Getúlio Vargas, Dacotelli disse que pode ter havido "distração". E sobre a sua permanência no ministério, afirmou: "sou ministro".

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