Dia Mundial da Água tem protesto contra privatização da Cedae no Rio

Uma carreata contra a privatização da Cedae e em defesa da saúde e da vida foi realizada nesta segunda-feira (22/3), Dia Mundial da Água. Organizada pelo Sindágua-RJ (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado do Rio de Janeiro), o evento contou com a participação de demais sindicatos de trabalhadores da estatal, organizações da sociedade civil e moradores de comunidades carentes da Região Metropolitana do Rio.


Divulgação / Sindágua-RJ

A carreata — que contou com cerca de 40 veículos, além de quatro ônibus com ocupantes obedecebdo às normas de distanciamento e uso de máscara — partiu do Centro do Rio, da sede da Cedae, e o objetivo dos manifestantes era seguir até o Palácio Guanabara, sede do governo do estado, onde pretendiam falar com o governador em exercício, Claudio Castro. Porém, a Polícia Militar impediu a passagem dos veículos.


Foram selecionados representantes de cada entidade sindical e civil para levar as reivindicações ao governo, mas eles foram recebidos pelo subsecretário da casa Civil, Adilson Faria, já que Claudio Castro não estava no palácio.


“O Governo Federal quer apresentar a Cedae como joia da coroa para ser privatizada. Este ato do Dia Mundial da Água é muito simbólico para nós, temos sindicatos, representes de organizações da sociedade civil e moradores de comunidades carentes do Rio de Janeiro que sempre foram atendidos pela Cedae. Portanto, hoje é um dia fundamental para nossa luta contra a entrega da água para a inciativa privada”, afirmou Ary Girota, presidente do Sindágua-RJ.

Foto: Sindágua-RJ

Segundo ele, "é fundamental defender o saneamento público e de qualidade, principalmente durante uma pandemia que já dizimou quase 300 mil pessoas no país".


"Nossos trabalhadores estão na linha de frente no combate ao Covid-19, garantindo qualidade de vida para a população do Rio de Janeiro. A água e o saneamento são indispensáveis à vida, e devem ser valorizados. Outros países experimentaram o modelo de privatização, mas se arrependeram e já estão revertendo. Precisamos valorizar a Cedae como empresa pública, estatal e indivisível, para que leve para a população do Rio de Janeiro um serviço cada vez mais eficaz. Água é vida e vida não se vende", sentenciou Girota.


O subsecretário Adilson Faria ouviu as reivindicações, recebeu os documentos e prometeu buscar uma agenda com o Governador.



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