Dia Nacional do Choro tem dupla comemoração na cidade

O Dia Nacional do Choro é comemorado em 23 de abril, em homenagem à data de nascimento de Pixinguinha, uma das figuras exponenciais da música popular brasileira, e em especial do choro. E para lembrar e eternizar o mestre vão acontecer duas tardes de muita musicalidade, gratuitamente, no próximo sábado (23/4) e domingo (24/4), no Pólo Gastronômico do Jardim Icaraí. A realização é da Prefeitura de Niterói, por meio da CGE, com apoio da SMC/Fundação de Arte de Niterói.

Márvio Ciribelli / Divulgação

No sábado (23/4), a festa do chorinho começa a partir das 14h30, com show da consagrada dupla Ronaldo do Bandolim e Rogério Souza (violão), que vão receber como convidado o pianista Márvio Ciribelli. Às 16h, quem toca é o Grupo Café Brasil, convidando Kiko Continentino. E, finalizando a tarde, às 18h30, se apresenta o Grupo Arpejando, que convida bambas como Serginho Chiavazzoli, Marcelo Martins, Silvério Pontes e o neto de Pixinguinha, o cantor e compositor Marcelo Vianna.


Já no domingo (24/4), o projeto Choro na Rua recebe, às 16h, a Sinfônica Ambulante, que também terá como convidado especial o compositor Marcelo Vianna.


Breve história do Choro


O choro entra na cena musical brasileira em meados e final do século 19, e nesse período se destacam Callado, Anacleto de Medeiros, Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth. Inicialmente, o gênero mesclava elementos da música africana e européia e era tocado principalmente por funcionários públicos, instrumentistas das bandas militares e operários têxteis.


O termo choro resultaria dos sons plangentes, graves (baixaria) das modulações que os violonistas exercitavam a partir das passagens de polcas que lhes transmitiam os cavaquinistas, que induziam a uma sensação de melancolia.


Popularmente chamado de chorinho, é um gênero musical, uma música popular e instrumental brasileira, com mais de 130 anos de existência. O século 20 traria uma grande leva de chorões, compositores, instrumentistas, arranjadores, e entre eles, com destaque, o músico e compositor Pixinguinha.


Sobre os artistas


Marcelo Vianna


Marcelo Vianna é cantor, compositor e ator. Iniciou sua carreira na década de 90, dividindo palco com Paulinho da Viola, Baden Powell e João Nogueira. Foi semifinalista do Prêmio Visa – Edição Vocal e indicado ao Prêmio Rival BR de música.


Neto de Pixinguinha e herdeiro das mais expressivas e referentes expressões da nossa cultura, o Samba, Marcelo tem em sua discografia dois discos emblemáticos "Teu Nome" - Biscoito Fino, dedicado a obra de Pixinguinha, e, "Cai dentro" - Lua Music, sobre a parceria de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, discos que lhe renderam elogios, não só do meio artístico, como da crítica especializada. Participou do projeto de compositores Novo de Novo: o Brasil de Pixinguinha no CCBB/SP, ao lado de Tom Zé, Carlos Careqa e Itamar Assumpção.


É Diretor Artístico da Série Pixinguinha, projeto que lançou em 2009 três discos Sinfônicos com arranjos originais de seu avô Pixinguinha.


Márvio Ciribelli


Márvio Ciribelli, pianista, arranjador, compositor e produtor niteroiense, é conhecido pelo seu modo particular de tocar, compor, improvisar e por sua energia durante os shows. Irmão da apresentadora de TV Mylena Ciribelli, Márvio começou a tocar piano no instrumento comprado para a irmã. Expondo seu próprio trabalho desde 1987, gravou 13 discos, vários deles pelo próprio selo,"Mantra", sendo três deles ao vivo, no Festival de Jazz de Montreux, Suíça.


O trabalho "Nazareth na Confraria" contou com a participação especial do cantor americano Freddy Cole interpretando a bossa nova "Stay", parceria de Márvio com Marcos Valle, que também toca no disco.


Entre Novembro de 2001 e Março de 2004, Márvio Ciribelli marcou época liderando o projeto "Fazendo o que gosta", responsável pela reunião de músicos de alto nível, todos os domingos à noite, no Bar Orquídea, em Niterói. No CD "Autoral", lançado pela Niterói Discos em 2012, Márvio Ciribelli junta 12 composições próprias, inclusive fonogramas gravados no famoso Montreux Jazz Festival (Suíça), aditivados pela participação de talentosos músicos brasileiros.


Rogerio Souza / Divulgação

Rogerio Souza

Legítimo representante da linguagem carioca do violão brasileiro, sempre envolvido em grandes eventos ligados à MPB e a Musica Instrumental Brasileira, Rogério Souza lançou o CD "Violão Brasileiro", pelo selo Niterói Discos, em 2009. Começou sua carreira ainda adolescente, em fins dos anos 60, ao lado do irmão, no grupo "Os Jovens da Velha Guarda". Com Ronaldo, gravou o disco "Retrato Brasileiro", com canções de Baden Powell.


O músico também participou de vários festivais e eventos culturais internacionais em casas de jazz pela Europa, EUA, Japão e América Latina. Produziu o CD "Tributo a Ismael Silva" (Niterói discos, 2005), além de discos de Mio Matsuda, Rodrigo Lessa, Agenor de Oliveira, além do Época de Choro, quando o grupo homenageou Carlinhos Leite.


O artista interpreta em seus shows composições próprias e de outros compositores como Yamandú Costa, Adamo Prince, Jeans Viggo Fjord, Renato Velasco e Marcelo Fortuna. Irmão do mestre do bandolim, Ronaldo do Bandolim, Rogério tem uma trajetória recheada de trabalhos com vários artistas da MPB, como Bade Powell, Sivuca, Paulinho da Viola, Altamiro Carrilho, Paulo Moura, João Bosco, Ivan Lins, Ney Matogrosso, Elizete Cardoso e Nara Leão. Seus arranjos podem ser ouvidos em vários CD de Ivan Lins, Ney Matogrosso e Songbook de Tom Jobim.


Ronaldo do Bandolim


Considerado um dos maiores bandolinistas brasileiros, com passagem pelos mais renomados grupos de choro do país, Ronaldo do Bandolim atua no cenário musical há mais de 30 anos. Ainda adolescente, em fins dos anos 60, o artista fez parte do grupo "Os Jovens da Velha Guarda", que abriu as portas para que o músico participasse, a partir de então, de inúmeras gravações, apresentações em programas de TV, concertos e filmes.


Suas harmonias em poucas notas trazem um sentido especial à música instrumental. Seu carisma e simplicidade não ficam de fora dessa gama de talentos que o músico traz consigo. O artista carrega na bagagem turnês nacionais e internacionais. Live Jazz Ipatinga (MG), Free Jazz Festival (RJ/SP), Veneto Jazz Festival (Itália) e Berlin Festival Jazz (Alemanha) são alguns dos projetos dos quais o músico já fez parte.


Grupo Café Brasil

O Grupo Café Brasil é um típico regional de choro e samba composto por Paulinho Bandolim (bandolim/violinha-tenor), Léo Fernandes (violão de 7 cordas), Felipe Reis (violão de 6 cordas), Phelipe Ornellas (cavaquinho) e Diogo Barreto (pandeiro). Buscando valorizar a essência do choro, o Café Brasil realiza um trabalho conjunto na concepção dos arranjos, inspirados pelos antigos regionais, principalmente o conjunto Época de Ouro, maior referência para o grupo.


O nome do grupo inclusive é uma citação aos dois últimos discos lançados pelo grupo Época de Ouro, Café Brasil 1 e 2. Época de Ouro foi fundado por Jacob do Bandolim, através do qual alcançou popularidade. Além de seu trabalho de choro, Café Brasil também faz shows com cantores convidados apresentando sambas de diversos compositores consagrados.

Ronaldo do Bandolim / Divulgação

Kiko Continentino


Pianista, arranjador e tecladista, Kiko Continentino já tocou com grandes nomes da música popular brasileira. Djavan, Gilberto Gil, João Bosco e Caetano Veloso são apenas alguns deles. O artista, que acompanha Milton Nascimento desde 1998, desenvolveu carreira solo, que carrega a leveza do jazz junto à intensidade da música instrumental. Iniciou aos 15 anos, apresentando-se no Pianíssimo Studio Bar, em Belo Horizonte, onde nasceu. Três anos depois, mudou-se para Niterói. Em 1994, Kiko participou do Hollywood Rock, no Rio, com Fernanda Abreu.


Internacionalmente, Kiko esteve com Djavan em turnês pela Europa, apresentando-se em festivais de jazz, e participou da gravação de duas faixas do songbook do cantor, ao lado de Claudio Zolli e do grupo Be Happy. Ao longo de sua carreira, acompanhou diversos outros artistas como Emílio Santiago, Claudio Zolli, Pepeu Gomes, Edu Lobo, Chico Buarque, Os Cariocas, Vanda Sá, Roberto Menescal, MPB-4, Quarteto em Cy, Dalto, Paulinho Moska e Fito Paes, entre outros. Kiko atuou também em trabalhos instrumentais com Arthur Maia, Chico Batera, Robertinho Brandt, Cláudio Infante, Nivaldo Ornellas, Vitor Biglione, Raul Mascarenhas e Robertinho Silva.


Sergio Chiavazzoli


Sérgio Carlos Rodrigues Coelho, que adotou o sobrenome da família materna, não se lembra de sua vida antes de aprender a tocar violão. E nem poderia, pois com apenas quatro anos já arranhava alguns acordes. Produtor musical, arranjador e compositor, iniciou a carreira aos 7 anos na banda de baile formada pela família. Trabalhou com nomes como Oswaldo Montenegro, MPB-4, Quarteto em Cy, Maria Bethania, Milton Nascimento, Belchior e Moraes Moreira. Hoje acompanha o cantor Gilberto Gil como guitarrista e diretor musical, nesta parceria atuou como co-produtor do DVD Eu, Tu, Eles.


Silvério Pontes


Filho de trompetista, Silvério Pontes cresceu ouvindo bandas de músicas do interior e por elas foi influenciado diretamente desde a infância. Mais tarde, aos 17 anos, veio estudar na Escola de Música Villa Lobos e na Escola Nacional de Música. Virou músico profissional para, em seguida, ser convidado por Luiz Melodia para sua primeira turnê, no ano de 1986.


Daí em diante não parou mais. Depois desta primeira turnê, gravou e tocou por todo o país com a Banda Vitória Régia, de Tim Maia, por 12 anos. Tocou também com diversos outros artistas como Elza Soares, Ed Motta e Cidade Negra. Mesmo com todas essas atividades, Silvério e o amigo Zé da Velha mantêm uma parceria musical desde 1985 que já rendeu à dupla cincos discos.


Sinfônica Ambulante


Formada em Março de 2011, a partir do encontro de amigos músicos das mais variadas influências, a Sinfônica Ambulante sempre quis fazer arte de livre acesso ao ocupar espaços públicos com muita música e diversão. Buscando criatividade e irreverência, contaram com a presença de bateristas e percussionistas se juntando ao sopro de metais, como saxofones, trompetes, trombones e flautas, além de surdos, caixas, repique, alfaia, derbak e outros instrumentos.


No repertório, desde sambas consagrados ao bom e velho rock, assim como diversos ritmos diferentes, como a funky music, o forró e o maracatu. Com releituras próprias, sempre aliadas a muita descontração e improviso entre os integrantes, atravessam o trabalho de artistas como Zé Kéti, Jorge Benjor, James Brown, Nirvana e Beatles, além de músicas de filmes famosos, dentre muitos outros.


Serviço

Eventos: Dia Nacional do Choro e Choro na Rua

Datas e Horários: Sábado (23), a partir das 14h30. Domingo (24), às 16h30.

Local: Pólo Gastronômico Jardim Icaraí

Endereço: Rua Leandro Motta, Jardim Icaraí - Niterói

Valor: Entrada gratuita

Classificação Etária: Livre


Fonte: Departamento de Imprensa SMC/FAN

300x250px.gif
728x90px.gif