Diap prevê Câmara Federal mais conservadora

Partidos de centro-direita e direita, como PL, PP, União Brasil e PSD, deverão ter maioria na Câmara dos Deputados, a partir da próxima legislatura que entra em vigor em 2023. As projeções são do levantamento e análise de dados do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) e da Contatos Assessoria Política, e significam um baixo índice de renovação do quadro existente.

Foto: Agência Câmara

O prognóstico aponta que o PL, partido de Jair Bolsonaro, que atualmente conta com 76 parlamentares, deve chegar a 84 deputados. Já o PT, partido de Lula, terá provavelmente a segunda maior bancada. Com 68 deputados deverá passar para 88, levando também em conta os assentos projetados para PCdoB e PV, legendas que formaram federação com o PT.


No caso da representação do Estado do Rio de Janeiro em Brasília, a bancada de deputados fluminenses na Câmara é formada por 46 parlamentares. Nestas eleições, 39 deputados federais em exercício tentarão a reeleição.


Completam a bancada federal do Rio o deputado Alessandro Molon (PSB), a deputada Clarissa Garotinho (UNIÃO) e o deputado Daniel Silveira (PTB), que concorrem a vaga do Senado. Os deputados Marcelo Freixo (PSB) e Paulo Ganime (Novo) tentam vaga para o Governo de Estado, e os deputados Paulo Ramos (PDT) e Ricardo da Karol (PDT) vão percorrer o caminho inverso e tentam vaga para deputado estadual.


De acordo com o levantamento, "os candidatos mais competitivos para a Câmara dos Deputados no Estado, depois dos candidatos à reeleição, são parentes de políticos, ex-deputados federais e deputado estaduais. Dentre eles: Danielle Dytz da Cunha, filha do Ex-Deputado Eduardo Cunha; Otavio Santos Silva Leite, Ex-Deputado Federal; Andreia Almeida Zito dos Santos, ex-Deputada Federal; Francisco Rodrigues de Alencar Filho, conhecido como Chico Alencar, ex-Deputado Federal; Heloísa Helena Lima de Moraes Carvalho, ex-Senadora por Alagoas; Marco Antônio Neves Cabral, filho do ex-Governador Sérgio Cabral; Everaldo Dias Pereira, Pastor e ex-Deputado; Marcus Vinicius de Vasconcelos Ferreira, que foi casado com a irmã de Cristiane Brasil, ex-deputada e filha de Roberto Jeferson; Paola da Silva Daniel, mulher do Deputado e candidato ao Senado Daniel Silveira; Daniela Dalila Ibarra Maia de Andrade Maciel, filha de ex-Prefeito Cézar Maia e irmã do Ex-Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia".


O prognóstico também aponta os puxadores de votos: artistas, comentarias e apresentadores de rádio e TV, árbitro de futebol, dirigente de clube de futebol, pastores evangélicos, dentre outras candidaturas, como a de vereadores e ex-prefeitos de municípios do Estado.


Bancada de Niterói


Dentre os listados pelo levantamento como possíveis eleitos, seis políticos de Niterói estão na disputa: o deputado estadual e ex-secretário de educação de Niterói, Waldeck Carneiro (PSB); os atuais deputados federais Chico D'Ângelo (PDT), Talíria Petrone (PSOL), Soraya Santos (PL) e Carlos Jordy (PSL), que tentam a reeleição; além do ex-vereador e ex-deputado estadual Felipe Peixoto (PSD).


Projeções


O prognóstico, feito desde 1990, é o 5º produto elaborado pelo DIAP sobre as eleições de 2022. O estudo faz parte da série Estudos Políticos e é divulgado pelo órgão aos seus filiados e para toda a sociedade, com o propósito de identificar os partidos e candidatos mais competitivos na disputa pelas 513 cadeiras da Câmara dos Deputados


"Com informações quantitativas e qualitativas disponíveis, é possível antecipar que a futura Câmara terá renovação entre 40% e 45%, com a reeleição de algo em torno de 300 deputados, assim como haverá pequeno crescimento dos partidos de esquerda e de direita e discreta queda nos partidos de centro, mantendo-se muito próxima da composição atual em termos de distribuição partidária. O levantamento considera o possível desempenho de cada partido em cada uma das 27 unidades da Federação", diz o texto.


Diferentemente de outras previsões, o Diap não se limita a prever a futura composição dos partidos, mas fornece também os quantitativos possíveis de partidos e federações, bem como indica os nomes com mais chances de ocupar as vagas na disputa eleitoral. Não se trata de pesquisa eleitoral ou de indicação de voto, mas apenas um exercício de previsão para possibilitar leitura acurada e reflexão aos agentes econômicos e sociais sobre a futura composição do Congresso e sobre a governabilidade do futuro presidente da República.


O Diap esclarece que "estudos com estas características, destinados a identificar os candidatos mais competitivos, estão sujeitos a imprecisões e surpresas, razão pela qual o fato de um nome constar desta lista não significa que o candidato será eleito nem que a ausência de algum candidato significa derrota.


O motivo de eventuais imprecisões decorre, de um lado, do cálculo do quociente eleitoral, e, de outro, da existência de muitos partidos e de federações na disputa, o que dificulta a precisão do nome do partido e do nome que pode ocupar as vagas em disputa na eleição proporcional".


Além de observar as mudanças na legislação eleitoral e partidária, o prognóstico do Diap sobre os partidos e candidatos mais competitivos levou em consideração seis variáveis: 1) pesquisas de intenções de votos; 2) histórico eleitoral dos partidos e de seus candidatos; 3) coligações majoritárias em cada Estado; 4) projeções dos próprios partidos (lideranças e diretórios); 5) estrutura da campanha dos candidatos, inclusive recursos financeiros e acesso ao horário eleitoral gratuito; e 6) estratégias partidárias.


























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