Dino dá 48h para Câmara explicar viagem de Mário Frias ao Bahrein e EUA
- 20 de mai.
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 48 horas para a Câmara dos Deputados dar explicações sobre a viagem do deputado Mário Frias (PL-SP) ao Bahrein e aos Estados Unidos. O ofício foi encaminhado ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Em entrevista concedida ontem ao SBT News, Frias disse que, na semana passada, esteve no Bahrein para "propor investimentos no Brasil", e agora está nos Estados Unidos, onde fará a "prospecção de um investimento em segurança pública".
O deputado disse que vai voltar ao Brasil nos próximos dias. "Eu tenho passagem de volta para o Brasil. Tenho uma filha de 14 anos no Brasil, a minha esposa está no Brasil. Não devo nada e estou pronto para prestar contas", completou.
Mário Frias está fora do Brasil desde o dia 12 de maio, enquanto oficiais de Justiça tentam notificá-lo na ação que apura o repasse de R$ 2 milhões em emendas parlamentares a ONGs ligadas à produção do filme de ficção “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O Supremo registrou cinco tentativas frustradas de intimação, inclusive após a Câmara fornecer os endereços funcionais em Brasília e em São Paulo.
O processo segue sob sigilo no STF.
O caso chegou ao STF por meio de uma representação feita pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP).
O filme sobre Bolsonaro veio à torna após o portal The Intercept Brasil revelar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) intermediou verba de R$ 134 milhões junto ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar as gravações. De acordo com as revelações contidas em áudio e documentos, o banqueiro repassou R$ 61 milhões, supostamente, para a produção do filme.
Após a divulgação da conversa entre Flávio e Vorcaro, ocorrida em novembro do ano passado, o senador negou ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro e disse que os recursos eram privados. Embora, sabidamente, o dono do Banco Master foi preso sob acusação de fraudes bilionárias contra instituições públicas, como o Banco Regional de Brasília (BRB) e fundos de previdência de aposentados e pensionistas de estados e municípios governados por políticos bolsonaristas, como Cláudio Castro (PL) no Rio de Janeiro..









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