top of page

Diplomatas boicotaram Bolsonaro para evitar vergonha no exterior


(Foto: Alan Santos/PR)

Diplomatas brasileiros no exterior confirmaram que fizeram várias manobras na agenda do ex-presidente Jair Bolsonaro com líderes estrangeiros, para evitar situações embaraçosas durante sua gestão. Segundo revelou o jornalista Jamil Chade, no UOL Notícias, essa estratégia foi adotada para reduzir o risco de crises e vergonhas relacionadas ao governo Bolsonaro.


Em diversas ocasiões, embaixadores evitaram marcar reuniões com líderes estrangeiros durante cúpulas ou eventos aos quais Bolsonaro fosse convidado. Posteriormente, eles alegavam internamente que não haviam recebido respostas em relação aos tímidos pedidos de encontro.


Um dos episódios exemplares, poucas semanas depois da posse em 2019, ocorreu durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, quando o Itamaraty conseguiu 40 minutos para Bolsonaro discursar, mas ele falou por apenas seis minutos. Ainda durante o mesmo encontro, Bolsonaro fez um comentário considerado totalmente inadequado sobre uma ex-namorada de origem japonesa do então-primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe. Tal comentário gerou um tenso silêncio na sala.


Durante um jantar oferecido pelo presidente chinês Xi Jinping ao presidente brasileiro, em 2019, diplomatas apontam que os dois praticamente não se falaram durante todo o jantar.


O isolamento foi de tal dimensão que, em 2021 no G20 em Roma, Bolsonaro se viu diante de líderes com os quais ele sequer trocava impressões sobre a situação internacional. Segundo fontes, "por absoluta incapacidade de articulação política".


Além disso, era raro receber pedidos de encontros com Bolsonaro por parte de líderes estrangeiros, exceto no caso de governos liderados pela extrema-direita. Essa situação resultou em um crescente isolamento do Brasil no cenário internacional, colocando-o em uma condição de pária.



Comentários


Divulgação venda livro darcy.png
Chamada Sons da Rússia5.jpg
bottom of page