Disparada de preços faz governo elevar previsão de inflação


(Foto: Marcos Correa/PR)

A disparada dos preços dos alimentos, gás de cozinha, conta de luz e combustíveis (litro da gasolina acima de R$ 7 em alguns estados) fez o governo rever a previsão de inflação para este ano. Nesta quinta-feira (16), o Ministério da Economia subiu mais dois pontos a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), elevando a estimativa da inflação, que era de 5,9% em julho, para 7,9%.

Segundo dados do IBGE, nos últimos 12 meses a inflação acumula alta de 9,6%, se aproximando dos dois dígitos.

A principal pressão vem do grupo de monitorados, incluindo alimentos, combustíveis e energia elétrica, que registra alta de 13,69% nos 12 meses fechados em agosto.

As estimativas foram divulgadas no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia.

A SPE reajustou também as previsões para os próximos anos, sendo que para 2022 a projeção de IPCA passou de 3,5% para 3,75%. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) deverá fechar 2021 em 8,4%.

Para cada 0,1 ponto percentual adicional de INPC, o governo estima que seus gastos seriam ampliados em R$ 790 milhões no ano.

Com a nova projeção inflacionária, o gasto adicional deve atingir R$ 17,4 bilhões no próximo ano, devendo estourar o teto de gastos previstos para 2022.

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