Djokovic é advertido pelo governo espanhol: 'se vacine'


Após ser deportado pelo governo conservador atual da Austrália no último domingo, sob o argumento das autoridades de que sua oposição às vacinas poderia dificultar a gestão da pandemia e levar a "distúrbios sociais" no país, o astro do tênis Novak Djokovic sofreu nesta terça-feira (18) uma advertência, desta vez por parte do governo da Espanha.

Ao ser perguntada se o tenista sérvio, que recusa a vacinação, teria autorização para competir na Espanha, a porta-voz do governo espanhol, Isabel Rodríguez, afirmou que Djokovic deveria dar o exemplo e se vacinar contra a covid-19.

"O que o sr. Djokovic precisa fazer é se vacinar, essa seria a coisa mais sensível a se fazer", afirmou Rodríguez em entrevista coletiva. Na Espanha não é obrigatório tomar a vacina, mas a taxa de vacinação no país é uma das maiores da Europa.

"Liderar pelo exemplo é importante e isso é de fato o que os grandes homens e mulheres do esporte do nosso país fazem. Por exemplo, o sr. [Rafael] Nadal", disse ainda a porta-voz, em referência a um dos maiores rivais de Djokovic, com quem está empatado em número de títulos de Grand Slam.

Djokovic possui uma casa na cidade de Marbella, no sul da Espanha, onde passou alguns dias entre o final do ano passado e o início deste.

Pelas regras espanholas durante a pandemia, para entrar no país, basta que o viajante apresente certificado de vacinação ou um teste negativo PCR ou um certificado de recuperação da covid-19. Desta forma, Djokovic não deve ser impedido de competir no Aberto de Madri, previsto para acontecer entre 26 de abril e 8 de maio, inclusive porque na cidade madrilenha não há regras específicas relacionadas à covid-19 impeditivas para participação em eventos esportivos. Djokovic testou positivo para a covid-19 em dezembro.

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