Doria merece 'surra no meio da rua', diz deputado bolsonarista


(Reprodução)

O deputado bolsonarista Coronel Tadeu (PSL-SP) afirmou nesta terça-feira (24) que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), merece uma “surra no meio da rua”, e disse que 50 ônibus foram alugados para levar policiais militares do interior do estado para o ato político pró-Bolsonaro marcado para o dia 7 de Setembro na Avenida Paulista.

"Eu vou ler a Constituição no primeiro momento que estivermos frente a frente. Eu sei que você está fugindo das ruas, Dória. Você é um covarde. Está convidado para ir na avenida Paulista, governador. Está convidadíssimo a andar no meio do povo sem nenhuma agressão e nenhum xingamento. Mas, tem um detalhe: eu não serei responsável pela sua integridade física. Leve seguranças, leve muitos seguranças. Leve um batalhão, dois batalhões. Porque o que você está fazendo é de merecer uma surra no meio da rua", disse.

Em entrevista ao portal UOL, o deputado afirmou que 50 ônibus estão sendo alugados para transportar policiais militares do interior do estado para o ato político. "Tem gente que vai rodar mais de 400 quilômetros para estar na Avenida Paulista. Tem policial que vai rodar mil quilômetros para estar em Brasília", disse.

As declarações do parlamentar bolsonarista ocorre após o governador ter afastado na segunda-feira o comandante de Policiamento do Interior-7, que engloba sete batalhões e 78 municípios da região de Sorocaba, coronel Aleksander Lacerda, por indisciplina. O coronel, além de atacar o Supremo Tribunal Federal (STF) dizendo que sente "nojo" da instituição, disse que João Doria seria uma "cepa indiana". O militar também fez manifestações favoráveis a um golpe: "liberdade não se ganha, se toma".

Em novembro de 2019, o parlamentar, que é ex-oficial da Polícia Militar de São Paulo, rasgou uma placa afixada na Câmara dos Deputados contra o genocídio da população negra. A placa continha a imagem de um homem negro algemado e deitado no chão e um policial com a arma saindo fumaça. Segundo o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança daquele ano, negros foram mais de 75% das vítimas de letalidade policial no país. Na ocasião, o deputado justificou que era "democrático" rasgar a placa, e alegou que a manifestação era "inoportuna" e "de desonra e generalização de ilegalidade na atuação dos policiais".

Os atos bolsonaristas marcados para o dia 7 de setembro acontecerão em um contexto de constantes ataques do presidente Jair Bolsonaro à confiabilidade do Poder Judiciário e às urnas eletrônicas. E num momento em que avançam investigações contra o presidente tanto no STF, no âmbito do inquérito das fakenews, quanto na CPI da Covid, no Senado, responsável por apurar irregularidades na gestão do governo federal na pandemia e escândalos de corrupção relacionados à aquisição de vacinas.

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