Douglas Gomes com dias contados em cargo da Câmara


Douglas deve perder vice-presidência de comissão

A presença do vereador Douglas Gomes (PTC) na Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Niterói está com os dias contados. O PDT, partido do prefeito Axel Grael, que possui a maior bancada na casa, reivindicou a vice-presidência da comissão - hoje ocupada por Douglas Gomes - para o vereador Jhonatan Anjos.

O presidente da Câmara, Milton Cal, prometeu colocar o assunto em votação após a volta do recesso por causa do lockdown e, a julgar pelo isolamento do vereador bolsonarista na casa, a sua substituição na comissão é dada como certa. Esse foi, inclusive, o motivo das agressões verbais protagonizadas na sessão desta quinta-feira, 25, por Douglas Gomes contra a vereadora transexual Benny Briolly (PSOL), que preside a Comissão de Direitos Humanos e provocou a ira do colega justamente por pedir o seu afastamento do cargo de vice-presidente do órgão parlamentar.

Benny deverá abrir mais uma representação contra Douglas Gomes. Será a quarta em menos de três meses a ser protocolada. Ele já responde por fazer exibição de arma de fogo dentro do seu gabinete, em uma afronta ao Regimento Interno da Câmara, e por se recusar a usar máscara em sessões plenárias.

A primeira representação a ser apreciada pelo Comitê de Ética da casa deverá ser a assinada pelos vereadores do PSOL Paulo Eduardo Gomes e Professor Túlio, que acusam Douglas por quebra de decoro ao exibir arma de fogo nas dependências da Câmara. Binho Guimarães, líder da bancada do PDT e relator da denúncia contra Douglas Gomes, disse que o comitê vai se reunir semana que vem, mesmo durante o recesso do lockdown, para analisar o caso.

“Pedi a Benny para fazer a representação contra ele, não só pelo que aconteceu na Câmara, mas pelas manifestações transfóbicas do vereador nas redes sociais. Nós não vamos permitir que isso aconteça na Câmara de Niterói. Seremos rigorosos com esse tipo de atitude”, prometeu Binho Guimarães.


Nota do líder do PSOL

Em suas redes sociais, o líder da bancada do PSOL, Paulo Eduardo Gomes, publicou uma nota em defesa de Benny Briolly:

“Mais uma vez o vereador bolsonarista comete graves violações ao Regimento Interno e ao Código de Ética da Câmara dos Vereadores. Depois de já contar com dois procedimentos da Comissão de Ética, por portar arma no interior da Casa Legislativa e ameaçar parlamentares, e por se recusar a usar máscaras em Plenário expondo a vida e a saúde dos trabalhadores presentes, agora ele agrediu uma vereadora do PSOL.

No mesmo dia em que essa figura desprezível foi o único a votar contra a homenagem da Câmara ao nosso saudoso vereador Renatinho do PSOL, ele atacou verbalmente a vereadora Benny Briolly. Depois de ver questionada em Plenário a sua inaceitável participação na Comissão de Direitos Humanos, com uma longa relação de exemplos dados pela Vereadora Benny que apontava essa incompatibilidade, o vereador do PTC passou a agredir a vereadora, chamando-a inclusive de "moleque, vagabundo, merda e mentiroso".

A tentativa de se referir insistentemente à vereadora Benny com adjetivos no gênero masculino é outra inaceitável forma de usar o parlamento como espaço de reprodução da LGBTfobia e da transfobia. O vereador tinha escrito ainda nas redes sociais "o que eu tenho de favela, você não tem de silicone" e essa tentativa transfóbica de desqualificar a atuação da vereadora foi também questionada por outras parlamentares mulheres. Não aceitaremos esse tipo de atitude criminosa!”


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