Dr. Jairinho divide cela com traficante e miliciano


Em Bangu 8, o ainda vereador Dr. Jairinho divide cela com outros cinco presos (Reprodução)

Acostumado a uma vida de regalias em apartamento de luxo na Barra da Tijuca, o ainda vereador Dr. Jairinho ocupa, desde o fim da tarde de quinta-feira (29), um amplo espaço de 70 metros quadrados ao lado de outros cinco presos envolvidos em milícias e tráfico de drogas, vizinho ao ex-governador Sérgio Cabral. Seu endereço coletivo é a cela D do presídio Bangu 8, que fica a menos de meia hora do condomínio onde vivia com a namorada Monique Medeiros e o enteado Henry Borel, de 4 anos, assassinado por ele na madrugada do dia 8 de março, segundo apontam as investigações da 16ª DP (Barra da Tijuca).

A cela "ampla", na verdade, tem capacidade para até 44 presos com formação superior. Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, é médico, embora nunca tenha exercido a profissão. Pela mesma cela já passaram outros presos famosos, como o contraventor Rogério Andrade e deputados estaduais, como André Corrêa (DEM) e Marcos Abrahão (Avante), acusados por esquema de propinas em troca de apoio ao ex-governador do Rio de Janeiro em votações na Alerj. Cabral, condenado a cerca de 300 anos por diversos crimes, permanece preso em cela vizinha no mesmo Bangu 8, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio.

Monique Medeiros permanece isolada no Hospital Penitenciário Hamilton Agostinho. Ela testou positivo para Covid-19, no dia 19, e continua recebendo atendimento médico. Ela também é investigada pelo homicídio duplamente qualificado do filho.

Tortura em filhos de ex-namoradas

Nesta sexta-feira (30), o delegado Adriano Marcelo Firmo França, titular da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), indiciou Dr. Jairinho pelo crime de tortura contra os filhos de duas ex-namoradas suas. Uma menina de 13 e um menino de 8 anos, em depoimento na DCAV, confirmaram as agressões pelo enteado político. A especializada passou a investigar o caso depois que as mães relataram ao delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP, que investiga a morte de Henry, as agressões quando namoravam o vereador.

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