Eduardo Paes tem bens bloqueados e é réu pela 3ª vez


Ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM)

Líder nas pesquisas para a Prefeitura do Rio, o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM-RJ) teve seus bens bloqueados pela Justiça do Rio de Janeiro nesta terça-feira (20), juntamente com seu ex-secretário de Transportes, Paulo Roberto Santos Figueiredo, e a Rio Ônibus que somados atingem mais de R$ 240 milhões. O Ministério Público do estado (MP-RJ) acusa os envolvidos por atos de improbidade e irregularidades na licitação e nos contratos de concessão do serviço público de ônibus do município do Rio. Com essa denúncia, Paes se torna réu pela terceira vez.

Também foi determinado o bloqueio de bens de até R$ 511,7 milhões dos consórcios Intersul, Internorte, Transcarioca e Santa Cruz, e das empresas líderes Real Auto Ônibus, Viação Nossa Senhora de Lourdes, Viação Redentor e Expresso Pégaso.

No total, a determinação da 15ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) é para o bloqueio de mais de R$ 752 milhões dos envolvidos, para que venham servir para ressarcir o município ao final do processo.

O MP-RJ afirma que os contratos teriam sido fraudados para manter um "verdadeiro oligopólio instituído no setor" de transportes da cidade. Os promotores também identificaram a prática de custeio em duplicidade das gratuidades no transporte por ônibus intermunicipais, ora com prejuízos aos cofres públicos do Município ora com a dupla oneração dos usuários pagantes do transporte por ônibus.

Em nota divulgada para a imprensa, a defesa de Eduardo Paes acusa que "o processo baseia-se em relatório feito, por encomenda, pelo vereador Tarcísio (PSOL), adversário político de Eduardo Paes, que se utiliza politicamente da Justiça para prejudicá-lo".

Réu três vezes

Essa é a terceira denúncia apresentada à Justiça em que o ex-prefeito se torna réu. Em março, ele se tornou réu pela primeira vez na Justiça Federal por corrupção passiva, fraude em licitação e falsidade ideológica, por supostos desvios de quase R$ 120 milhões nas obras de construção do Complexo de Deodoro para as Olimpíadas de 2016. Ele foi acusado de ter recebido R$ 10,8 milhões de propina do Grupo Odebrecht

Em 8 de setembro, agentes do Ministério Público Eleitoral do Rio cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do ex-prefeito, acusado de crimes de corrupção, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro junto à 204ª Zona Eleitoral.

Líder nas pesquisas

Paes foi prefeito por dois mandatos, até 2016, e lidera a corrida eleitoral, segundo as pesquisas, seguido pelo atual prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) e a ex-chefe de Polícia Civil, Martha Rocha (PDT), empatados tecnicamente em segundo lugar. Benedita da Silva (PT) vem em terceiro.


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