EK Draconis: superupção pode ser aviso para Terra

Atualizado: 12 de dez. de 2021


(Foto: Divulgação/Laboratório de Astronomia Radiológica Solar)

Na estrela jovem EK Draconis, semelhante ao nosso Sol e localizada a 111 anos-luz de distância na constelação do Dragão, pesquisadores observaram uma potentíssima supererupção e uma ejeção de massa coronal dez vezes maior em comparação com as explosões alguma vez registradas no Sistema Solar.

Grupo de cientistas, incluindo o astrofísico Yuta Notsu da Universidade de Colorado em Boulder, publicaram os resultados do estudo na revista Nature Astronomy.

O estudo explora um fenômeno estelar chamado "ejeção de massa coronal", às vezes conhecido como tempestade solar.

Notsu explicou que esta espécie de explosões ocorre no Sol com regularidade e são compostas de nuvens de partículas extremamente quentes, ou plasma, que podem atravessar o espaço a velocidades de milhões de quilômetros por hora.

Este fluxo de material pode provocar o caos. Se uma ejeção de massa coronal atingir a Terra, isso pode queimar satélites em órbita e paralisar as redes que fornecem energia a cidades inteiras.

No estudo recém-publicado liderado por Kosuke Namekata, cientista do Observatório Astronômico Nacional do Japão, sugere-se que as ejeções podem se tornar muito piores. Na pesquisa a equipe usou telescópios terrestres e espaciais para observar a estrela EK Draconis, que se parece com uma versão jovem do Sol.

Em abril de 2020, os astrônomos observaram o referido astro ejetando uma nuvem de plasma com uma massa de quatrilhões de quilogramas, mais de dez vezes superior às ejeções de massa coronal mais potentes já registradas de uma estrela semelhante ao Sol.

O evento astronômico pode servir como uma advertência de quão perigoso podem ser as condições meteorológicas no espaço.

"Teoricamente, este tipo de grande ejeção de massa também pode ocorrer em nosso Sol. Estas observações podem ajudar-nos a entender melhor como eventos semelhantes podem ter afetado a Terra, e até mesmo Marte, ao longo de bilhões de anos", disse Notsu.

Segundo o especialista, a estrela curiosa tem aproximadamente o mesmo tamanho do Sol, mas com apenas 100 milhões de anos, e no sentido cósmico é um astro relativamente jovem.

"É como o nosso Sol era 4,5 bilhões de anos atrás", observou Notsu.

No final de outubro a NASA detectou uma fortíssima erupção solar de classe X1, ou seja, da categoria mais potente.

As erupções maciças de radiação do Sol lançam partículas carregadas para fora da estrela. As erupções são classificadas em um sistema em que a classe C corresponde às relativamente fracas, a classe M às moderadas e a classe X às mais fortes.


Fonte: Agência Sputnik

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