top of page

Em assembleia da OMS, Brasil não apoia Ucrânia nem Rússia

  • 24 de mai. de 2023
  • 2 min de leitura

(Foto: Divulgação/OMS)

Duas propostas foram votadas nesta semana na Assembleia Mundial da Saúde, uma ucraniana e outra russa, sobre o conflito em curso. Brasil não apoiou o texto e, ao votar, a instrução que o Itamaraty enviou para delegação brasileira foi de optar por abstenção.


Uma proposta de texto que condena a Rússia circulou entre governos na noite de segunda-feira (22) e foi patrocinada por mais de 40 países, entre eles Estados Unidos, Alemanha, França, Coreia do Sul, Reino Unido e Austrália.


"Não acreditamos que nenhuma dessas propostas vão contribuir para reduzir os níveis de violência contra profissionais de saúde ou reduzir os danos às instalações de saúde da Ucrânia [...] Temos dúvidas de que vão melhorar o acesso à saúde para as populações afetadas", disse a delegação brasileira ao justificar seu voto na assembleia de acordo com a coluna de Jamil Chade no UOL.


Segundo o jornalista, o governo brasileiro ainda afirmou que entende que as regras da OMS autorizam a entidade a monitorar a situação de saúde em qualquer parte do mundo, "à luz de critérios técnicos e objetivos".


Brasília também destacou os limites dos mandatos da OMS. Para o governo, temas como paz e segurança "tem seu próprio espaço para debate, como a Assembleia Geral da ONU, o Conselho de Segurança ou Conselho de Direitos Humanos e a Corte Internacional de Justiça".


O temor ainda do Brasil é que as instituições internacionais sejam sequestradas na lógica do atual conflito, imobilizando outros debates, escreve o jornalista.


Entretanto, países da América Latina liderados por governos de esquerda votaram ao lado da Ucrânia. Argentina, Chile e Colômbia foram alguns desses votos de apoio ao governo de Kiev. Ao lado do Brasil estiveram outros países do BRICS, como Índia e África do Sul. Já a China votou contra a resolução, ao lado de Cuba, Síria e Coreia do Norte.


O gesto brasileiro de "dupla abstenção" vem num momento em que algumas potências ocidentais questionam a possibilidade política de o governo Lula de atuar como facilitador no conflito entre russos e ucranianos, principalmente após o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, não ter encontrado com o homólogo ucraniano, Vladimir Zelensky, às margens da cúpula do G7 em Hiroshima.


Apesar do conflito de agendas entre os dois não ter possibilitado a reunião, o governo ucraniano fez questão de divulgar a tese de que não houve boa vontade por parte do Brasil para que o encontro acontecesse.

 
 
 

Comentários


cvv.jpg
image_url=https___imageproxy.youversionapi.com_640x640_https___s3.amazonaws.com_static-you
Chamada Sons da Rússia5.jpg

A equipe

Editor Executivo: Luiz Augusto Erthal. Editoria Nacional: Vanderlei Borges.

Editor Assistente: Osvaldo Maneschy. Editor de Arte: Augusto Erthal (in memoriam).

Financeiro: Márcia Queiroz Erthal. Circulação, Divulgação e Logística: Ernesto Guadalupe.

  • contact_email_red-128
  • Facebook - White Circle
  • Twitter - White Circle

Os conceitos emitidos nas matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião do jornal. As colaborações, eventuais ou regulares, são feitas em caráter voluntário e aceitas pelo jornal sem qualquer compromisso trabalhista. © 2016 Mídia Express Comunicação.

Uma publicação de Mídia Express 
Comunicação e Comércio Ltda.Rua Eduardo Luiz Gomes, 188, Centro, Niterói, Estado do Rio, Cep 24.020-340

jornaltodapalavra@gmail.com

bottom of page