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Em Davos, Trump celebra ataques feitos pelos EUA


(Getty Images)
(Getty Images)

Os ataques econômicos, militares e políticos feitos pelos Estados Unidos ao longo dos últimos 12 meses foram celebrados pelo presidente Donald Trump nesta quarta-feira (21) durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Em um discurso de 1h10 repleto de desinformação, o chefe do Executivo comemorou um ano de mandato elogiando o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reivindicando a compra da Groenlândia e afirmando que os “governos burros” usam energia eólica.


Mesmo dizendo que não incluiria o tema em seu discurso, o presidente estadunidense afirmou que pretende ter a Groenlândia para “proteger a região dos nossos inimigos”. Ele usou o espaço para atacar outras nações e dizer que os EUA fizeram muito por outros países e “não receberam nada em troca”.


“A Gronelândia é praticamente inabitada e improdutiva e fica entre os EUA, China e Rússia. Lá não tem terras raras, não é isso que a gente precisa, é uma questão de estratégia de defesa e segurança nacional. Tenho respeito pela Dinamarca, mas só nós podemos proteger a Gronelândia e por isso queremos comprar a Groenlândia. Isso já aconteceu várias vezes ao redor do mundo e queremos isso de novo”, afirmou.


Trump disse que os EUA “salvaram” a Dinamarca na Segunda Guerra Mundial e devolveu a Groenlândia ao país europeu depois de vencer Japão e Alemanha no conflito. Ele também defendeu a posição dos Estados Unidos frente a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em meio ao que outros governos consideram uma “ameaça” à aliança militar.


Por fazer parte da Otan, a Dinamarca tem direito à defesa de outros países europeus caso os EUA decidam invadir a Casa Branca. O republicano também afirmou ter dado mais do que recebido da Otan e chamou a Groenlândia de “pedaço de gelo”.


“Sem nós a Dinamarca estaria falando alemão e japonês. Foi uma burrice, mas nós devolvemos a Groenlândia para a Dinamarca. Isso não é uma ameaça à Otan, pelo contrário. Os EUA foram tratados de forma injusta pela Otan. Nenhum grupo de nações está em posição de garantir a segurança da Groenlândia. Nós temos um poder muito grande, vocês viram isso na Venezuela”, disse.


A invasão à Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro também foram comemorados pelo mandatário. De acordo com ele, agora há uma cooperação para “recuperar” a economia venezuelana. O republicano reforçou que há um “acordo” com Caracas para que os EUA fiquem com 50 milhões de barris de petróleo e que a receita dessa venda será “compartilhada” com os venezuelanos.


“A Venezuela era maravilhosa e agora estamos ajudando, estamos dividindo a renda petroleira. Agradeço a cooperação na Venezuela, temos uma cooperação com empresas e conseguimos abaixar o preço do galão de gasolina. Eu cortei a saída de empresas para outros países, reduzi o preço da gasolina. A produção de petróleo subiu para 730 mil e semana passada conseguimos 50 milhões de barris da Venezuela”, afirmou.


Transição energética e migração

O mandatário também lançou mão de uma das principais bandeiras do seu mandato: o negacionismo climático. Trump disse que “governos burros” usam energia eólica. Mesmo sem apresentar um dado concreto, o presidente estadunidense afirmou que os países que usam energia eólica “estão perdendo dinheiro”.


“Ao invés de fechar usinas, nós abrimos usinas termelétricas e nucleares. Nós fechamos usinas eólicas e não estamos aprovando novas. As usinas eólicas são coisas de perdedores. Quanto mais eólicas o país tem, mais dinheiro perde. A China é muito inteligente porque vende para pessoas burras, mas não usa. Eles usam petróleo, gás e nuclear e vão bem”, disse.


O discurso, no entanto, não condiz com os dados apresentados por instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI). De acordo com a organização, todos os 10 países que mais usam energia eólica no mundo estão no G20 – grupo de países mais ricos do mundo.


Trump criticou também o caminho que os governos europeus tomaram, aumentando os gastos e investimentos públicos. O republicano aproveitou o espaço para criticar a migração em massa e disse, também sem apresentar dados, que a Europa incentivou o deslocamento de pessoas ao redor do mundo.


Ele ressaltou os resultados econômicos dos EUA e evocou um jargão da economia ao chamar de “milagre econômico” o processo que vive o país.


“Os EUA são o motor econômico do mundo. Chamo de milagre econômico o que acontece nos EUA. A Europa não está indo na direção correta. Décadas atrás se consolidou que o único jeito de crescer eram gastos governamentais e migração em massa. Muitos seguiram um caminho estupido, virando as costas para o que faz crescer as nossas nações. Eu nunca tinha visto uma migração em massa tão grande. E nós estamos mostrando que evitar esse tipo de coisa faz o país crescer”, disse.


Os Estados Unidos, no entanto, tem uma economia dependente dos migrantes. Segundo a Pew Research Center, em 2023, cerca de 47 milhões de imigrantes viviam no país, o que representa 14,3% da população estadunidense.


Isso significa que a presença de estrangeiros nos EUA tem um impacto não só para a sociedade, mas também para a economia. De acordo com o Conselho Americano de Imigração (AIC), todos esses migrantes pagaram em 2023 um total de US$ 651,9 bilhões (R$ 3,6 tri) em impostos federais, estaduais e locais. Esses tributos estão ligados ao pagamento de taxas para quem mora sem documento no país, além do não recebimento de auxílios e a restituição do imposto de renda.


Trump também comemorou a demissão de 270 mil funcionários públicos durante o seu governo e completou o repertório de preconceitos ao dizer que pensava que o povo da Somália tinha um QI baixo, mas que os somalianos estão “roubando dinheiro dos EUA”.


Do Brasil de Fato

 
 
 
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