Em encontro relâmpago, Bolsonaro recebe Moraes e Fachin


Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes (Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Num encontro em clima tenso e nada amigável, que durou nem dez minutos, o presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu os ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (7) para entrega do convite para assistir à cerimônia de posse dos dois ministros no comando do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sem disfarçar o mal estar, Bolsonaro só se referiu aos ministros para afirmar ser importante um "diálogo mais habitual" entre eles, mas não disse se vai comparecer.

Na semana passada, o presidente também foi convidado para a sessão de abertura do ano do Judiciário, no STF, mas não compareceu.

Há duas semanas, Moraes determinou que o presidente comparecesse à Polícia Federal para prestar depoimento por ter vazado em sua live dados do inquérito sobre ataque hacker sofrido pelo TSE. Bolsonaro decidiu não aparecer. Em seguida, a PF concluiu que houve crime em informações vazadas por Bolsonaro.

No dia 12 de janeiro, Bolsonaro voltou a atacar o TSE e disse que Moraes e o atual presidente da corte, Luís Roberto Barroso, “são defensores do Lula, querem o Lula presidente”.

Mesmo depois de ter recuado ao chamar Moraes de “canalha” no ato golpista de 7 de Setembro na Avenida Paulista, Bolsonaro tem voltado a incitar seguidores contra a corte eleitoral.

Fachin, que classificou como “lamentável” a participação de Bolsonaro nos atos golpistas de 7 de Setembro é criticado pelos bolsonaristas por ter devolvido os direitos políticos a Lula.

O ministro também impôs uma série de derrotas a Bolsonaro como a derrubada da alíquota zero para armas.

Fachin e Moraes já falaram inclusive em cassação de candidatos que se utilizarem de métodos para espalhar fake news nas eleições de 2022.

Esses são alguns dos muitos casos que envolvem Moraes e o presidente em situações conflituosas, porém, neste ano eleitoral, Moraes e Fachin vão comandar o TSE.

Fachin vai presidir o tribunal até agosto, quando se encerra seu período de dois anos na corte eleitoral.

Principal alvo de ataques bolsonaristas desde a instauração do inquérito das fake news, Moraes assume a presidência do TSE em agosto, a dois meses das eleições presidenciais.

O ministro tem deixado claro que conduzirá as campanhas com a mesma mão de ferro que dedica aos processos do STF.

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