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Em meio a 'chantagem', Lula irriga áreas sob controle do Centrão


O presidente Lula e o presidente da Câmara e líder maior do Centrão, Arthur Lira (PP-AL)

Na última quinta-feira (29), o Estadão apontou, em editorial, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) age corretamente ao resistir às investidas do presidente da Câmara dos Deputados e líder maior do Centrão, Arthur Lira (PP-AL), por cargos públicos. “Nada parece saciar a voracidade do Centrão por sinecuras. Isso seria um problema exclusivo de Lula, não fosse o fato de que a chantagem de um grupo de parlamentares prejudica todo o País”, diz o texto.


“Uma pergunta se impõe: o que afinal saciará a voracidade do Centrão, em particular do grupo chefiado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), por cargos e recursos públicos? Qual seria esse ponto de equilíbrio em que a mágica acontece, isto é, o que ainda precisa ser entregue aos glutões da República para que estes se deem por atendidos em suas exigências, nem sempre inspiradas pelo melhor interesse público?”, questiona ainda o texto.


Pela primeira vez, desde o começo do governo Lula, a administração liberou mais de R$ 1,3 bilhão em órgãos sob a influência do Centrão, usando projetos de lei para aumentar o volume de recursos direcionados sem transparência por deputados e senadores a obras e compras de equipamentos em seus redutos eleitorais.


De acordo com o UOL, os projetos de lei que direcionaram recursos extras a órgãos sob controle do Centrão foram elaborados pelo governo Lula para atender a demandas de parlamentares.


Os órgãos que mais ganharam recursos foram a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco (Codevasf) e do Parnaíba e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), preferidos pelo Centrão por pagarem com mais rapidez e menos controle.


A estratégia não difere muito da que foi praticada pela gestão de Jair Bolsonaro, o qual lançou mão de recursos para driblar vetos do Supremo Tribunal Federal (STF) ao orçamento secreto. Com isso, o governo Bolsonaro engordou os cofres do Ministério da Defesa, por exemplo, que distribuiu R$ 1 bilhão a 24 parlamentares do Centrão nos anos de 2021 e 2022 - o mesmo foi feito, à época, em relação à Codevasf e ao DNOCS controlados por nomes indicados por caciques do Centrão, bloco de partidos que dava sustentação política a Bolsonaro e tentou reelegê-lo, e agora repete estratégia com Lula.


Os trâmites começaram em agosto em meio a votações importantes como a reforma tributária e o arcabouço fiscal. Logo após a Câmara aprovar o arcabouço, em 22 de agosto, três ministérios (Integração e Desenvolvimento Regional, Defesa e Agricultura) pediram R$ 760 milhões para turbinar os órgãos sob influência do Centrão nos dias 23 e 24, segundo o UOL.


O presidente Lula lida com um Congresso resistente que, em sua maioria, é composto pela oposição, e vem enfrentando grande dificuldades para ter pautas aprovadas. A ampliação dos recursos distribuídos aos parlamentares ocorre em um momento em que o governo conseguiu ampliar sua base no Congresso e finalmente aprovou uma série de medidas econômicas tidas como essenciais para o país.


Com informações da Sputnik Brasil

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