Em novo áudio, mulher de Queiroz indaga: 'Vão matar?'


Após os áudios que revelaram o esquema de rachadinha de Jair Bolsonaro quando era deputado e demitiu o irmão da ex-cunhada porque este não devolvia o dinheiro exigido por ele, um novo áudio divulgado pelo UOL agora aponta que Márcia Aguiar, mulher de Fabrício Queiroz, acusado de ser o operador das rachadinhas do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), chorou, num telefonema, e desabafou: "Qual o problema? Vão matar?". No áudio, de novembro de 2019, revelado nesta terça-feira (6), Márcia queixava-se de Frederick Wassef, advogado do presidente, que manteve Queiroz escondido da Justiça em uma casa em Atibaia, no interior paulista.

Na ocasião, Márcia desabafou com uma amiga que não aguentava mais ter Queiroz longe da casa da família no Rio de Janeiro. Em 18 de junho do ano passado, Queiroz, que, assim como ela, nesta época estava foragido, foi preso na casa em Atibaia.

"Só que eu também não tô aguentando. Tá entendendo? Eu tô muito preocupada com ele. A minha saúde também está abalada, tá entendendo? A gente não pode mais viver sendo marionete do 'Anjo' [codinome de Frederick Wassef]. Ah, você tem que ficar aqui, traz a família. Esquece cara, deixa a gente viver a nossa vida! Qual o problema? Vão matar? Ninguém vai matar ninguém, se tivesse que matar já tinha pego um filho meu aqui, você tá entendendo? Então deixa a gente viver a nossa vida aqui com a nossa família", desabafou Márcia.

Em julho de 2020, Márcia e Queiroz obtiveram um habeas corpus que permitiu a prisão domiciliar. Já em março deste ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu liberdade aos réus enquanto respondem o processo, juntamente com Flávio Bolsonaro e outras 14 pessoas, por crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. O STJ também anulou a quebra de sigilo bancário e fiscal dos investigados, que havia sido determinada pelo juiz Flávio Itabaiana, do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ). Com isso, todas as provas obtidas posteriormente podem ser anuladas, inclusive esse áudio de Márcia Aguiar. O Ministério Público do Rio recorreu da decisão.

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