Em novo fiasco de Bolsonaro, Pires desiste da Petrobrás

Atualizado: 5 de abr.


(Foto: Pedro França/Senado)

Apos o fiasco da indicação do nome de Rodolfo Landim, presidente do Flamengo, para comandar o Conselho de Administração da Petrobrás, foi a vez do economista Adriano Pires desistir de ocupar a cadeira da presidência da estatal nesta segunda-feira (4). O novo fracasso na nomeação pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) abre nova crise na empresa.

Pires foi indicado após Bolsonaro demitir o general da reserva Joaquim Luna e Silva do comando da estatal no último dia 28. A desistência agora tem como motivo conflitos de interesse, uma vez que o preferido de Bolsonaro é dono de uma consultoria, empresa de lobby e negócios para grandes grupos petroleiros concorrentes da Petrobrás. A nomeação de Pires foi questionada através de uma representação do Ministério Público do TCU na semana passada, justamente por representar conflito de interesse.

Entre outros clientes de Pires no setor, estão a principal associação do setor de gás, a Abegás, e a Compass, concessionária de gás. Pires é apontado como lobista no Congresso pela aprovação da lei do gás, com artigos que eram do interesse das distribuidoras.

De acordo com o Globo, um dossiê da Petrobras sobre Landim e Pires consta que Landim tem uma série de processos e acusações pendentes na Justiça que atestam sua relação com o empresário e sócio de distribuidoras de gás, Carlos Suarez, o que configurariam também conflito de interesse. Landim ainda responde um processo do Ministério Público Federal por crime de gestão fraudulenta que teria causado prejuízo de R$ 100 milhões a investidores em fundos de pensão.

Os dois nomes foram indicados por Bolsonaro, e o fiasco abre uma outra crise, além da dos aumentos estratosféricos nos preços dos combustíveis, dentro Petrobrás.

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