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Em queda: cúpula militar não vai se mobilizar caso Bolsonaro seja preso


(Reprodução)

As investigações em torno de inquéritos ligados ao ex-presidente, Jair Bolsonaro, pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) continuam em andamento e, ao se aprofundarem cada vez mais, fatos que estão sendo descobertos podem realmente incriminar o ex-mandatário.


Na visão da cúpula das Forças Armadas a atual conjuntura leva a crer que Bolsonaro realmente será preso, com a ideia dentro das forças ganhando ênfase após a operação das joias deflagrada neste mês, relata a coluna de Bela Mengale no Globo.


Nas forças, a leitura é que uma eventual prisão não terá "reflexo algum" entre os militares da ativa e não será capaz de gerar mobilizações entre os membros da reserva porque a percepção é que o apoio ao capitão reformado diminuiu com as provas que vieram à tona envolvendo Bolsonaro e outros militares, como o tenente-coronel Mauro Cid e seu pai, general da reserva Mauro Lourena Cid, em compra e venda ilegal de joias, escreve a colunista.


Alguns militares chegam a fazer um mea-culpa e apontam a escolha de nomes da caserna "excessivamente subservientes" a Bolsonaro como um dos motivos que pode ter colaborado para eventualmente levá-lo ao encarceramento.


Ao mesmo tempo, no Partido Liberal, sigla do ex-presidente, o clima é o mesmo e não há confiança que ele permaneça muito tempo sem ser preso. Ainda segundo a mídia, a legenda já estaria trabalhando com um cenário para as eleições municipais de 2024 com Bolsonaro julgado, condenado e cumprindo pena em regime fechado.


Nesta sexta-feira (25), Dia do Soldado, durante discurso na cerimônia de comemoração realizada no Quartel-General do Exército, em Brasília, o comandante do Exército, general Tomás Paiva, afirmou que "desvios cometidos por militares serão repudiados e corrigidos".


O comandante também afirmou que as Forças Armadas conquistaram respeito devido ao respeito à Constituição. "Esse comportamento coletivo não se coaduna com eventuais desvios de conduta, que são repudiados e corrigidos, a exemplo do que fez Caxias, o forjador do caráter militar brasileiro", disse Tomás Paiva segundo a Folha de São Paulo.


A cerimônia contou com a presença do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e do ministro Alexandre de Moraes. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não estava presente por estar em viagem oficial na África.


Com a Sputnik Brasil

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