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Emirados Árabes anunciam saída da Opep; preços do petróleo disparam

  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

(Reprodução)
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Os Emirados Árabes Unidos comunicaram nesta terça-feira (28) que irão sair da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep), liderada pela Arábia Saudita, e também da aliança Opep+, da qual Brasil e Rússia também fazem parte, a partir desta sexta-feira (1º). A decisão deve enfraquecer o cartel que controla os preços internacionais de petróleo.


A saída do país surpreendeu o mercado internacional e, após o anúncio, o petróleo tipo Brent, referência internacional, apresentou alta de 2,80%, cotado a US$ 111,26 o barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, subiu 3,65% no mesmo horário, a US$ 99,89.


De acordo com a Wam, agência de notícias local, a decisão do governo emiradense está ligada à necessidade de priorizar interesses nacionais e estratégias econômicas de longo prazo.


"Esta decisão reflete a visão estratégica e econômica de longo prazo dos Emirados Árabes Unidos e a evolução de seu perfil energético, especialmente a aceleração dos investimentos na produção energética nacional”, afirmou a agência.


Fundada em 1960, a Opep reúne atualmente 12 membros. Nos últimos anos, o grupo já havia perdido outros países, como Catar, Equador e Angola. Em 2016, o grupo forjou uma aliança com outros 10 países - inclusive o Brasil e a Rússia - sob um acordo denominado Opep+, com o objetivo de limitar a oferta e apoiar os preços diante dos desafios trazidos pela concorrência dos Estados Unidos, que não integra o grupo.


Os Emirados Árabes Unidos ocupam posição de destaque no mercado global de petróleo, sendo o terceiro maior produtor dentro da Opep, atrás apenas de Arábia Saudita e Irã. A produção do país girava em torno de 3,6 milhões de barris por dia antes do agravamento do conflito na região, segundo a Agência Internacional de Energia.


Analistas apontam que, além das questões econômicas, também há um componente geopolítico. O alinhamento mais próximo dos Emirados com EUA e Israel, em contraste com outros países do grupo, teria ampliado diferenças internas, especialmente diante das tensões envolvendo o Irã.


O cenário é agravado por problemas logísticos na região. O estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, enfrenta restrições devido a ações do Irã e dos EUA, afetando diretamente o fluxo de exportações do Golfo.

 
 
 

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