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Energia fotovoltaica cresce no país em meio à crise climática

  • 22 de set. de 2024
  • 2 min de leitura

Com a seca extrema ameaçando o funcionamento das usinas hidrelétricas, a energia fotovoltaica ganha mais impulso no país. A fonte solar atingiu 47 gigawatts (GW) de potência instalada — o que corresponde a 19,8% de participação na matriz elétrica brasileira — evitando a emissão de 57 milhões de toneladas de CO2 no processo de geração de energia. Os dados são da Associação Brasileira de Energia Fotovoltaica (Absolar).

Pixabay

A fonte solar, assim como outras renováveis, desempenha um papel cada vez mais decisivo no cenário de agravamento das mudanças climáticas. Não apenas garantindo o fornecimento de energia elétrica à população, mas surgindo como alternativa à queima de carvão das termelétricas que entram em operação quando a energia hídrica não é suficiente.

Na avaliação de Rodrigo Sauaia, presidente da Absolar, a crise climática no Brasil já acumula impactos bilionários à sociedade, com alagamentos, secas históricas, queimadas e mais gastos com saúde pública. Isso além do aumento na conta de luz com a bandeira vermelha, resultado da falta de chuvas e do uso de usinas emergenciais. Os altos custos com energia impactam também os diferentes setores economia.


“Esta situação adversa poderia ser ainda pior, se não fosse o alívio à demanda e aos recursos hídricos promovidos pelas fontes renováveis não-hídricas na matriz, como solar, eólica, biogás e biomassa. Sem elas, as tarifas estariam ainda mais altas, o risco ao abastecimento seria maior e o ar poderia carregar ainda mais poluição pela queima de mais combustíveis”, destaca Sauaia.


De acordo com os números da Absolar, o setor fotovoltaico, incluindo a geração própria de pequenos sistemas e as usinas de grande porte, já atraiu mais de R$ 217,8 bilhões em novos investimentos e gerou mais de 1,4 milhão de empregos verdes no país desde 2012. Os negócios no setor garantiram mais de R$ 67,1 bilhões em arrecadação de impostos.


Diante da crise climática, a diversificação da matriz elétrica garante mais segurança ao setor, oferecendo alternativas à hidroenergia em caso de estiagens prolongadas.


“Com mais geração renovável, será possível poupar recursos hídricos. Mais água armazenada nos reservatórios fortalece a segurança ao setor elétrico, para enfrentar os períodos de secas extremas e reduzir o uso de termelétricas fósseis emergenciais”, explica Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da Absolar.

 
 
 

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