Enteado do 'Senhor das Armas' é recapturado em Niterói


A Divisão de Capturas da Polícia Interestadual (Polinter) da Polícia Civil do Rio de Janeiro recapturou nesta quarta-feira (21) João Filipe Barbieri, enteado de Frederick Barbieri, considerado um dos maiores traficantes de armas do mundo e por isso chamado de "Senhor das Armas", que se encontra preso nos Estados Unidos. A recaptura ocorreu na favela do Jacaré, no bairro de Piratininga, em Niterói. O criminoso havia deixado a prisão em novembro com um alvará de soltura falso.

Confirmado pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) do Rio de Janeiro, João Barbieri havia deixado a prisão em 18 de novembro de 2020, apenas três anos após começar a cumprir sua pena de 27 anos por associação ao tráfico e tráfico internacional de armas. Na época, a secretaria informou que o criminoso havia utilizado um alvará de soltura falso para deixar o presídio de Bangu pela porta da frente.

"É um trabalho em conjunto com a Seap que a gente finaliza no dia de hoje [21]. Todos os envolvidos na montagem do esquema e os beneficiários desse esquema foram presos", afirmou, citado pelo G1, o diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE) da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, em coletiva de imprensa na Cidade da Polícia.

De acordo com o delegado da Polinter Mauro César, o criminoso teria voltado ao Rio de Janeiro para cobrar uma dívida de R$ 500 mil com os traficantes. Antes de retornar, Barbieri teria passado por São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.

Na última segunda-feira (19), a polícia também capturou outro suspeito de participar do esquema de alvarás falsos, João Victor Roza, comparsa de Barbieri. A prisão foi realizada por agentes da Superintendência de Inteligência do Sistema Penitenciário (Sispen).

O traficante Frederick Barbieri, o "Senhor das Armas", preso e condenado nos EUA (Reprodução)

Padrasto de João, o "Senhor das Armas" foi condenado há mais de 12 anos de prisão nos Estados, em um acordo com a Justiça norte-americana, após confessar o envio de quase 1.000 fuzis para o Brasil entre 2014 e 2017. João é acusado de fazer parte da mesma quadrilha, responsável por enviar fuzis ilegalmente para o Brasil.

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