Entidades se posicionam a favor da cobrança por sacolas


Foto: Divulgação

A Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ) se uniu à Fecomércio e às ONGs Clean Up the World e Change.org para defender a Lei estadual das Novas Sacolas (8.473/19), que possibilitou a retirada de cerca de 4,5 bilhões de sacos plásticos de circulação, em pouco mais de dois anos.


Em carta aberta, as signatárias pedem o apoio das autoridades e sociedade civil para combater propostas que proíbem a cobrança das sacolas em supermercados, como as leis aprovadas recentemente em São Gonçalo e Maricá, o que incentiva o aumento do uso de plástico. Na última semana, as cidades de Búzios e São Pedro da Aldeia também validaram uma legislação similar que aguarda a sanção dos respectivos prefeitos.


Em São Gonçalo, uma das primeiras cidades do Rio a mudar a legislação e proibir a cobrança de sacolas plásticas, em um mês, o consumo de sacolas plásticas aumentou cerca de 80% na cidade, segundo dados da Asserj.


“Isso significa 3 milhões de sacos a mais em circulação, um valor três vezes maior que o número de habitantes. Precisamos preservar a conquista da Lei Estadual e frear a livre distribuição de plástico”, explica Fábio Queiróz, presidente da ASSERJ


Para conscientizar a população, a ASSERJ lançou a campanha Desplastifique Já e abriu um abaixo assinado no Change.Org. “Essas novas leis vão na contramão de tudo o que foi construído ao longo desses dois anos. Gostaria de pedir à população que não compre sacolas plásticas e que leve suas bolsas retornáveis em suas compras”, destaca Fábio.


Uma pesquisa recente, realizada pela ASSERJ, mostra que a legislação estadual também gerou uma mudança no comportamento do consumidor: 70% das pessoas não utilizam mais sacos plásticos.


“A população do Rio de Janeiro abraçou a causa. Sete em cada dez pessoas aderiram ao uso de bolsas retornáveis. Por isso, entendemos que essas novas propostas representam um retrocesso para o cidadão, para a sociedade e sobretudo para o meio ambiente”, destaca Fábio.

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