Espião amigo volta à Israel após 30 anos preso nos EUA


Espião Jonathan Pollard e a mulher, recebidos pelo primeiro ministro Benjamin Netanyahu (Foto: Reprodução)

O cidadão de dupla nacionalidade Jonathan Pollard, que passou 30 anos na prisão dos EUA por espionagem para o estado israelense, chegou a Israel na madrugada desta quarta-feira (30), sendo recebido com oração pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Nesta quarta-feira (30), o judeu americano-israelense Jonathan Pollard, de 66 anos, chegou a Israel em um jato particular do bilionário Sheldon Adelson, em seguida, foi levado do aeroporto para evitar publicidade.

O primeiro-ministro fez uma oração hebraica de agradecimento pela libertação de Pollard, que passou 30 anos preso e mais cinco anos em liberdade condicional.

Pollard nasceu no Texas e trabalhou como analista da inteligência civil no Centro de Alerta Antiterrorista da Marinha em Maryland (EUA), mas começou a trabalhar para Israel em 1984.

Nos anos da Guerra Fria (1947-1991), o ex-analista vendeu documentos confidenciais para o país, o conteúdo desses documentos nunca foi divulgado, mas no site do Departamento Federal de Investigação (FBI, na sigla em inglês) está escrito que "a quantidade foi significativa".

Na época, ele foi amparado por sua esposa Anne e o casal foi preso em 21 de novembro de 1985, diante da embaixada de Israel em Washington.

Pollard declarou-se culpado em 1986 por passar segredos militares ao estado israelense e foi condenado à prisão perpétua, assim como sua esposa. A mesma, passou três anos na prisão. Quando ela recebeu liberdade condicional o casal se divorciou, alegando que não contavam que ela esperasse décadas pela liberdade do marido.

Mais tarde, Anne se mudou para Israel e Pollard acabou por casar-se com uma mulher chamada Esther, que fez campanha para sua libertação.

Em novembro de 2015, em entrevista ao canal israelense Channel 2 News, Anne afirmou que eles haviam sido vendidos aos EUA por Israel.

Ela disse que seu assistente no Mossad (serviço secreto de Israel) lhe telefonou e informou que agentes do FBI estavam "destruindo a sua casa", e disse ao casal que eles fossem à embaixada de Israel às dez da manhã do dia seguinte.

No entanto, quando lá chegaram, guardas armados israelenses pediram para que saíssem imediatamente da embaixada, pois o FBI estava esperando o casal na porta do edifício.

"Era óbvio que eles nos prenderiam. Sinto como se eles tivessem roubado nossas vidas de verdade", afirmou Anne.

Na época, Ronald Reagan era o presidente dos Estados Unidos e Yitzhak Shamir, um ex-oficial do Mossad, era o primeiro-ministro de Israel.

Embora Israel mais tarde se desculpasse por recrutar os Pollard, o caso manchou as relações dos países por muitos anos.

Pollard foi libertado da prisão só em 2015, sob a administração de Barack Obama, e foi proibido de viajar por cinco anos como parte de suas condições de liberdade condicional.

No mês passado, a administração de Trump anunciou que não renovaria a proibição de viagem, deixando Pollard e sua segunda esposa, Esther, seguirem para Israel.

Pollard foi apenas um dos vários agentes estrangeiros que foram presos em 1985, ano apelidado pelo FBI como "o ano do espião".

Também naquele ano, foram presos John Walker, por espionagem para a União Soviética; Sharon Scranage, condenada por passar segredos para o governo de Gana, na África; Ronald Pelton, um espião da KGB dentro da Agência de Segurança Nacional dos EUA e Larry Wu-tai Chin, que cometeu suicídio enquanto aguardava julgamento por espionagem para a China.


Com a Sputnik

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