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Estado transfere mais sete criminosos para presídios federais

O Governo do Estado do Rio realizou, nesta quarta-feira (28/6), novas transferências de lideranças criminosas para presídios federais fora do estado. No segundo dia de operação, realizada de forma conjunta entre a Polícia Penal, a Polícia Civil, a Polícia Militar e a Polícia Federal, foram transferidos do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, no Rio de Janeiro, para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, sete presos de alta periculosidade.

Foto: Philippe Lima / Governo do Estado do Rio

Somadas, as penas de Robson Aguiar de Oliveira, vulgo Binho do Engenho; Emerson Brasil, conhecido como Raro; Alex Marques de Melo, o Leo Serrote; Luiz André Ribeiro Fiuza, o Fiuza; Avelino Gonçalves Lima, vulgo Alvinho; Aleksandro Rocha da Silva, o Sam da Caicó; e Anderson Rocha da Silva, o Russão, ultrapassam 362 anos de condenação.

Assim como no primeiro dia de transferência, a ação contou com a participação das forças estaduais de segurança, forte aparato militar e três helicópteros da Polícia Militar. Os deslocamentos tiveram início na terça-feira (27//6), após a Justiça autorizar a transferência de 31 lideranças criminosas que cumpriam pena no Rio de Janeiro para unidades prisionais federais, atendendo solicitação do Governo do Estado à Vara de Execução Penais (VEP).


Desde então, 12 lideranças de facções criminosas deixaram o sistema prisional fluminense em direção a outros estados. Os presos que preencherão as demais vagas disponibilizadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública seguirão aguardando transferência isolados em Bangu I.


"A segunda etapa da transferência desses presos de alta periculosidade foi feita com segurança, sem qualquer intercorrência, e de forma integrada entre as polícias Penal, Militar e Federal. Alguns desses presos participaram de grandes confrontos que levaram medo à nossa população", disse o governador Cláudio Castro, agradecendo a decisão da Justiça e a disponibilidade de vagas oferecida pelo Governo Federal.


Decisão teve como base trabalho de Inteligência


O requerimento de transferência encaminhado pelo Governo do Estado à VEP teve como base relatórios de inteligência, que identificaram a atuação ativa dessas lideranças criminosas na instabilidade da segurança pública no estado. De acordo com os requerimentos, as transferências têm o objetivo de evitar novas associações e articulações para a prática de crimes.


Desde que a autorização para as transferências foi concedida, o Governo do Estado colocou em ação um plano de contingência para impedir que haja reações por parte das facções criminosas e milícias.


Conheça o histórico dos sete transferidos hoje:


Robson Aguiar de Oliveira


Apontado como uma das maiores lideranças de facção criminosa, teria como redutos criminosos comunidades localizadas na cidade de Rio de Janeiro, em especial a Favela do Chapadão em Costa Barros, Zona Norte do Rio. Possui 15 anotações criminais por tráfico de drogas; associação para tráfico de drogas; homicídio qualificado; ocultação de cadáver; roubo majorado; associação criminosa; falsificação de dinheiro; porte, uso e venda de armas de fogo e munições.


Emerson Brasil


Também lidera uma das facções criminosas. Teria como reduto criminoso o Complexo da Pedreira. Tem 42 anotações criminais por tráfico de drogas; associação para tráfico de drogas; roubo; porte ou posse ilegal de arma de fogo e resistência.


Alex Marques de Melo


Dados de inteligência e de investigações policiais o apontam como liderança criminosa de facção, com atuação nas comunidades da Coroa, no bairro do Catumbi; e Fallet/Fogueteiro, em Santa Teresa. Possui 40 anotações criminais por tráfico de drogas; associação para tráfico de drogas; roubo majorado, homicídio; roubo; extorsão, violência doméstica contra a mulher, sequestro e cárcere privado.


Luiz André Ribeiro Fiuza


Considerado uma liderança de facção, teria como redutos criminosos comunidades localizadas na cidade de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, em especial a favela Tira Gosto. Tem 20 anotações criminais provenientes pelos crimes de tráfico de drogas; associação para tráfico de drogas; associação criminosa e homicídio.


Avelino Gonçalves Lima


Apontado como principal liderança de grupo criminoso, no qual detém grande influência. Possui 9 anotações criminais pela prática dos crimes de homicídio, roubo simples e majorado e estupro


Aleksandro Rocha da Silva


Liderança de facção criminosa responsável por comandar o tráfico de drogas no Morro da Covanca e Jordão, no Complexo da Praça Seca. Tem 39 anotações criminais provenientes de associação para tráfico, porte de arma, causar incêndio, tráfico ilícito de drogas, roubo majorado, extorsão e homicídio qualificado.


Anderson Rocha da Silva


Apontado como líder de facção, ele teria como reduto criminoso a comunidade localizada no Morro da Covanca. Possui 17 anotações criminais provenientes de associação para tráfico, crime de dano com grave ameaça, causar incêndio, tráfico ilícito de drogas, cárcere, lesão corporal e homicídio qualificado.


Fonte: Núcleo de Imprensa do Governo do Estado do Rio de Janeiro

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