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Estado vai retirar 80 esqueletos de embarcações da Baía de Guanabara

  • 12 de fev. de 2025
  • 2 min de leitura

A Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade assumiu a coordenação para remover 80 cascos de embarcações abandonados às margens da Baía de Guanabara, especialmente no Canal de São Lourenço e ao redor da Ilha da Conceição, em Niterói, além de regiões nos municípios de Rio de Janeiro e São Gonçalo. A operação, que levará 36 meses e prevê a remoção e a destinação final dos restos de navios e pequenos barcos naufragados, será custeada com verba do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam).

Foto: Carla Rocha / SEAS
Foto: Carla Rocha / SEAS

Serão gastos R$ 25 milhões para a limpeza. Todo o planejamento e logística do projeto será executado por técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), usando como base o mapeamento georreferenciado dos resíduos feito pela Capitania dos Portos do RJ. .


"Estamos dando continuidade a um trabalho realizado pelo Governo do Estado para a remoção de todas as embarcações e a limpeza da Baía de Guanabara. O Rio de Janeiro está investindo para a retomada dos locais de turismo, de lazer e dos empreendimentos da Economia Azul. A Baía de Guanabara tem todas as qualidade para se tornar o maior atrativo empresarial nos próximos anos", destaca o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.

Foto: Fabiano Veneza / SEAS
Foto: Fabiano Veneza / SEAS

A previsão é de que os trabalhos de remoção se iniciem no segundo semestre. Uma empresa será licitada para auxiliar o Inea na operação de retirada e descarte das embarcações. Até lá, serão desenvolvidos diagnósticos e mapeamentos a partir de uma Comissão Técnica de Acompanhamento e Avaliação (CTAA), com equipes técnicas dos órgãos ambientais estaduais, além da Capitania dos Portos, Ibama, Secretaria de Economia do Mar e prefeitura das cidades do entorno da baía.


"Com essa ação, também estamos tornando a região mais segura para pescadores, navegadores e para todos que dependem desse ecossistema", afirmou Bernardo Rossi.

Foto: Fabiano Veneza / SEAS
Foto: Fabiano Veneza / SEAS

Os destroços serão removidos por método de demolição e, após avaliação da comissão, serão encaminhados para a destinação correta. Com a retirada do material, espera-se promover a revitalização do Canal de São Lourenço, a partir da recuperação da biodiversidade, melhoria na qualidade da água e redução da poluição.


Além da importância ambiental, a ação também promove desenvolvimento econômico, uma vez que o Canal de São Lourenço gera mais de 5.000 empregos diretos e indiretos. A presença dos cascos soçobrados obstrui as rotas de navegação e agravam a situação das comunidades dependentes da pesca artesanal.


Fonte: Núcleo de Imprensa do Governo do Estado do Rio de Janeiro

 
 
 

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