Estudo mostra avanço de fake news a partir de 2015


(Reprodução)

A disseminação em larga escala das fake news no Brasil nas páginas do Facebook começou em 2015, ainda durante as pressões pelo golpe do impeachment contra a então presidente Dilma Rousseff. A avalanche de notícias falsas evoluiu durante as eleições de 2018, e novos picos foram atingidos nos primeiros meses da pandemia do coronavírus. A decaída só veio a partir do inquérito das fake news determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). É o que aponta o resultado de um estudo inédito elaborado por pesquisadores da Universidade Positivo, de Curitiba, divulgado pela Folha de S. Paulo.

Os pesquisadores usaram dados do aplicativo CrowdTangle, que mostra as publicações mais populares na rede social, para analisar o avanço das notícias falsas na Plataforma. Foram avaliados 27 perfis classificados como produtores e propagadores de fake news, entre os anos de 2010 a 2020. Ao todo, foram detectadas 253,7 milhões de interações em 206,6 mil publicações.

Entre os principais perfis de fake news detectados pela pesquisa estão páginas presentes também no relatório de abril de 2020 da CPMI das Fake news no Congresso: Jornal da Cidade Online, O Jacaré de Tanga, Diego Rox, Gospel Prime, Dr. Robert Rey, BlogdoLisboa, Nando Moura, Terça Livre TV, Diário do Brasil e Terra é Plana.

A pesquisa identificou que, além dos picos anteriores, as páginas também apresentaram movimentação semelhante no início do mandato do presidente Bolsonaro, em janeiro de 2019, e no início da pandemia no Brasil, em março do ano seguinte. E decaíram após a Polícia Federal cumprir mandados no âmbito do inquérito das fake news, que apura o financiamento e a divulgação de notícias falsas e ameaças ao Supremo Tribunal Federal (STF), em maio de 2020. É neste inquérito que o ministro Alexandre de Moraes incluiu Bolsonaro como investigado, no último dia 4, por divulgação de notícias falsas sobre segurança e eficácia das urnas eletrônicas e o sistema eleitoral brasileiro.

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