EUA acumulam mais de 140 tiroteios em massa apenas neste ano


(Reprodução)

Mais de 140 tiroteios em massa foram registrados nos Estados Unidos apenas neste ano, com pelo menos cinco deles tendo envolvido múltiplos assassinatos, divulgou o grupo Gun Violence Archive (Arquivo de Violência Armada, em tradução livre) nesta segunda-feira (18).

A organização, que durante todo o ano apresenta levantamentos com episódios de violência armada nos EUA, afirma que coleta os dados de 7,5 mil fontes diariamente e que o número de incidentes foi reportado e verificado.

No ano passado foram registrados 222 tiroteios somente em escolas nos EUA, um recorde histórico, confirmado pelo Banco de Dados de Tiro em Escolas K-12 do Center for Homeland Defense and Security. No total, foram mais de 100 tiroteios em escolas em 2021 do que em 2019 ou 2018, respectivamente o segundo e o terceiro piores anos registrados até então.

Para evitar a regulação do uso de armas, como já fizeram outros países, os americanos respondem aos massacres criando uma nova e bilionária indústria de segurança escolar, em que pais mandam os filhos para a escola com equipamentos a prova de bala e treinamentos para defesa, escoltas e clima de penitenciária nas escolas, às vezes até com proibição de períodos de recreio.

O controle de armas voltou a ser debatido recentemente no país, sem algum resultado relevante. Grupos de oposição à proposta de maior controle das armas têm sido o maior obstáculo para enfrentamento dessa tragédia, que ceifa anualmente centenas de vidas inocentes. Os defensores das armas afirmam que no país já há leis suficientes nesse sentido. Para eles, o problema não são as armas, mas as políticas socioeconômicas adotadas pelo governo do presidente norte-americano, Joe Biden.

Recentemente, o governo Biden anunciou medidas em resposta aos incidentes com armas no país. A Casa Branca deu início a uma política de combate às chamadas "armas fantasmas" (clandestinas), compradas em partes e montadas pelos compradores.

Apesar disso, Biden não implementou medidas mais incisivas prometidas anteriormente. Entre as propostas não adotadas estão a introdução da checagem do histórico de compradores de armas e o banimento de rifles de assalto.


Com a Sputnik

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