EUA: eleição é 'fraude' e Guaidó é 'presidente' da Venezuela


Nicolás Maduro, presidente da Venezuela (Fotos Públicas)

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, condenou as eleições legislativas realizadas na Venezuela neste domingo (6). Em nota enviada à imprensa, Pompeo afirmou que a eleição é "fraudulenta", e disse que os EUA ainda reconhecem Juan Guaidó, o autoproclamado presidente da Venezuela, como "presidente interino" do país.

No comunicado, Pompeo disse que, "o regime ilegítimo de Maduro na Venezuela encenou uma farsa política que pretendia parecer eleições legislativas", conforme noticia a Reuters.

"Os Estados Unidos, junto com várias outras democracias ao redor do mundo, condenam essa farsa que falhou em atender um padrão mínimo de credibilidade", disse Pompeo no comunicado.

Pompeo afirmou ainda que os EUA "continuarão a reconhecer o presidente interino Juan Guaidó e a legítima Assembleia Nacional" como as lideranças venezuelanas.

Em setembro, Pompeo visitou o Brasil e outros países que fazem fronteira com a Venezuela no que foi chamada pelo presidente Nicolás Maduro de "turnê de guerra" contra Venezuela que "fracassou". Na ocasião, a "turnê" de Pompeo foi criticada também pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e por oposicionistas do governo Bolsonaro.

Washington tem repetidas vezes atacado Maduro por "oprimir" o povo venezuelano. Após a turbulência política em janeiro de 2019, os EUA endossaram o líder da oposição Juan Guaidó como legítimo presidente da Venezuela, no que foi seguido por governos de vários outros países na América Latina, incluindo o governo de Jair Bolsonaro.

Maduro chama Guaidó de "fantoche dos EUA", que tenta orquestrar um golpe na Venezuela para os Estados Unidos poderem tomar controle dos recursos naturais do país, sobretudo o petróleo, como fazem em relação a outros países, incluindo o Brasil.

As eleições legislativas na Venezuela foram realizadas neste domingo (6). Segundo dados do Conselho Nacional eleitoral (CNE), a coalizão de partidos que apoia o presidente Nicolás Maduro, o Grande Polo Patriótico (GPP), obteve 67,6% dos votos no pleito, em contraste com os 17,95% da Ação Democrática (AD), uma aliança da oposição.

Apesar da confortável vitória da coalizão pró-governo, somente 31% dos eleitores participaram das eleições legislativas.

Nota do Itamaraty

Assim como os Estados Unidos, o Brasil também não reconhece as eleições como legítimas. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil afirma que as eleições legislativas não respeitaram "regras mínimas de um processo democrático".

Publicada no site do ministério, a nota diz que as eleições foram organizadas "pelo regime ilegítimo de Nicolás Maduro" e "carecem de legalidade e legitimidade pois foram realizadas sem as garantias mínimas de um processo democrático, de liberdade, segurança e transparência, e sem integridade dos votos, participação de todas as forças políticas ou observação internacional".

Ainda segundo o Itamaraty, a visão sobre as eleições na Venezuela não seria exclusivamente brasileira, tendo em vista que Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Santa Lúcia também são signatários da declaração publicada pelo Brasil.

Ceela

Uma missão de verificação do Conselho de Especialistas da América Latina (Ceela), órgão técnico independente que já acompanhou nos últimos anos processos eleitorais em 120 países na América Latina e no mundo, confirmou a eficiência do sistema eleitoral venezuelano. Observadores de distintos países latino-americanos estiveram em Caracas acompanhando cada etapa do calendário eleitoral venezuelano.

Participaram das eleições 107 partidos, sendo cerca de 90 da oposição, incluindo 30 organizações nacionais, 53 regionais, 6 organizações indígenas nacionais e 18 organizações indígenas regionais.

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