EUA: juiz sentencia a 22 anos ex-policial que asfixiou Floyd


Um tribunal de Minnesota, condenou nesta sexta-feira (25) a 22,5 anos de prisão o ex-policial Derek Chauvin, que, em 20 de maio do ano passado, matou o afro-americano George Floyd após asfixiá-lo com o joelho sobre seu pescoço, enquanto Floyd repetia frequentemente que não conseguia respirar. O flagrante do crime foi filmado.

Em sua decisão, o juiz Peter Cahill afirmou que a sentença não foi tomada com base na emoção e na opinião pública e que ele tem a obrigação de aplicar a lei baseada em fatos. O ex-policial receberá crédito na sentença pelos 199 dias que já passou sob custódia.

"Esta [determinação] é baseada em seu abuso de uma posição de confiança e autoridade, e também de crueldade particular demonstrada a George Floyd", declarou Cahill durante o processo, acrescentando que o condenado está proibido de possuir armas de fogo, munições ou explosivos "para o resto" de sua vida.

De acordo com a lei do estado de Minnesota, Chauvin deverá ficar preso por pelo menos 14 anos em regime fechado até poder entrar com o pedido de liberdade condicional.

O juiz manteve sua declaração breve, observando que liberará um memorando de 22 páginas que fornecerá uma explicação legal sobre sua decisão de condenação.

A decisão foi tomada horas depois de Cahill negar uma tentativa dos advogados de Chauvin de um novo julgamento, explicando em uma ordem de duas páginas que os advogados do ex-policial "não demonstraram" como o tribunal privou Chauvin de seu direito a um julgamento justo ou se houve má conduta do Ministério Público, entre outras supostas infrações.

O ex-policial enfrenta ainda acusações federais de violação dos direitos civis de Floyd. Em caso de condenação, a sentença federal será cumprida simultaneamente com a de Minnesota.

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